5 de maio de 2008 às 15:36

Ciclone mata 10 mil em Mianmar

Enquanto até hoje os americanos choram os mil e poucos mortos no 11 de Setembro, Mianmar já está na casa dos 10 mil mortos, pelas previsões do governo. “A mensagem básica foi que eles acreditam que o número provisório de mortos está em cerca de 10 mil, com 3 mil desaparecidos”, afirmou um diplomata presente ao com o ministro do Exterior, Nyan Win, à agência de notícias Reuters. A agência France Presse também fala em 10 mil mortos por causa do ciclone. Para quem não sabe onde fica, ou o que diabos é Mianmar, vai o mapinha aí do lado para vocês se situarem.

A passagem do ciclone “Nargis”, no ultimo sábado, causou a queda de alguns prédios do centro de Yangun e deixou Mianmar incomunicável com o exterior devido a avarias no sistema de telecomunicações. Agências de ajuda disseram que centenas de milhares de pessoas estão desabrigadas e sem água no país governado por uma junta militar. Os preços de alimentos e combustíveis dispararam em Yangun nesta segunda-feira, e as agências de ajuda humanitária têm dificuldades para entregar suprimentos de emergência e chegar às áreas mais atingidas pelo ciclone. A junta militar, que governa o país há 46 anos e não conta com a simpatia do Ocidente, não fez um pedido de ajuda desde a tempestade de categoria 3, cujos ventos chegaram a 190 km/h.
Uma puta sacanagem, com o perdão da palavra. Quem sofre realmente é o povo com relações restritas e o “orgulho” do governo em voltar atrás e admitir que tem problemas e precisa de ajuda. Funcionários de entidades assistenciais estrangeiras, cujos movimentos são controlados pela junta militar no governo, não conseguiram chegar às áreas mais pobres para avaliar o impacto. Absurdo!
Mas o maior absurdo ainda está por vir, já que a junta militar que governa o país anunciou que manterá, como previsto, para o próximo sábado um polêmico referendo constitucional, que segundo os opositores tem como objetivo reforçar o poder dos generais.

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