Cavaleiro das Trevas [Review]

Por que tão sério? AhAhahAhAhAhAHHAHAHA
Antes de ver o filme eu estava meio chateado de tanta gente ter visto antes de mim, mas no final das contas isso foi bom. Todo aquele hype valeu a pena. Na verdade acho que tudo aquilo contribuiu também para minha opinião final. Não porque as outras críticas me influenciaram, mas porque já fui para o filme na defensiva, esperando ser muito menos do que tanto aclamaram mundo afora nas últimas semanas. Eu disse na minha crítica sobre Homem de Ferro que o Cavaleiro das Trevas teria uma árdua tarefa em competir com o que, na minha humilde opinião, teria sido um dos melhores e mais humanos heróis que já havia visto nas telas do cinema. O problema (para criticar, claro) é que o filme envolve um nível de perfeição como um todo. Não é apenas a construção dos personagens que ficou fantástica, é TUDO no filme. Desde a direção, a fotografia, os atores, as caracterizações, até mesmo a música nos momentos certos, além do genial e brilhante realismo dado ao filme. O legal de Cavaleiro das Trevas é que não fica preso só aos “bat-brinquedinhos” e elementos de ficção-científica – aliás, bem menos presentes nessa versão do que em Begins – mas sim, revolve em torno dos conflitos psicológicos de cada personagem.

Nesse capítulo da franquia vemos um Batman que prende criminosos com uma certa facilidade, uma população inspirada a caçar seus próprios bandidos e até um sistema judicial em fase de melhoramento. Enquanto isso, somos apresentados a Harvey Dent, um promotor obstinado e dedicado a justiça, com o objetivo de acabar com a máfia e a corrupção em Gotham. Não bastasse isso, agora ele é namorado de Rachel Dawes, que largou Bruce Wayne. O “Tenente” James Gordon está a frente da Unidade de Crimes Maiores, fazendo grandes avanços na investigação e apreensão de criminosos. Durante grande parte do filme, o Homem-morcego e seu alter-ego bilhonário são meros coadjuvantes.Tudo parece caminhar bem para os mocinhos e mal para os bandidos, até que… Eis que surge o verdadeiro protagonista do filme, o Coringa. Sua participação vai crescendo cada vez mais e se tornando a chave de todo o filme. Ele decide travar uma guerra contra Batman, usando a arma que afeta melhor as pessoas (principalmente americanos), o terrorismo.

O que se pode dizer mais desse filme sem entregar nada? Somente dar os devidos créditos a parte técnica. Os atores são todos ótimos, sem excessão. Ninguém ficou fraco ou forte diante de ninguém, perfeito equilíbrio. Christian Bale realmente perdeu a cabeça e surtou como um Batman colocado contra a parede durante quase todo o filme. Aaron Eckhart fez a melhor versão que já pude imaginar de Harvey Dent, o “Cavaleiro Branco”. Até mesmo a troca de Katie Holmes por Maggie Gyllenhaal no papel de Rachel Dawes foi muito bem feita. Ela não é tão bonita, claro, mas é muito melhor atriz e levou a carga dramática muito adiante, cumprindo seu papel. Fico totalmente sem palavras é para Gary Oldman, que demonstrou o mais “muthafucka” Jim Gordon de todos os tempos, fazendo jus a ser Comissário Gordon, ainda sem perder o ar nerd e respeitável. Michael Caine é o melhor Alfred de todos os tempos. Além de tornar o mordomo mais humano e afetivo, também dá as pitadas humorísticas na vida pessoal do Encapuzado.

Claro que não dá para deixar o ator principal fora dessa, né? Oficialmente o Batman é interpretado por Christian Bale, mas o ator principal do filme com certeza foi Heath Ledger. Ele fez o melhor Coringa, não de todos os filmes e séries, mas talvez de todos os tempos e em todas as versões possíveis. Ele trouxe a vida a idéia de como um Coringa deve ser. Alguém que traz instabilidade até ao guerreiro mais estável e racional do universo DC. Ele faz parte de um seleto grupo que, nas palavras de Alfred, “não pode ser comprado, intimidado ou dialogado… Alguns homens só querem ver o mundo pegar fogo”. Psicótico, imprevisível, genial. Não me lembro a última vez que um vilão me deu arrepios, na verdade arrepios genuínos, daqueles que percorrem toda sua espinha. Acho que esse Coringa foi o primeiro a me causar tal sensação. A atuação da vida de Ledger, que com certeza concorrerá e tem grandes chances de ganhar, o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

Chris Nolan é um gênio e não vou ousar dizer nada mais além disso. Da edição do filme, até aquela musiquinha agoniante todos os momentos que o Coringa está subjugando ou manipulando alguém, tudo é minuciosamente pensado para fazer você rir, chorar, assustar, vibrar na hora certa. Palmas também para os roteiristas que não só criaram uma história surpreendente e cheia de reviravoltas, mas também transformaram os embates e lutas em algo mais que uma mera colagem de cenas de ação, mas uma batalha pela própria salvação da raça humana. Tudo no sentido mais filosófico e menos literal da palavra mesmo. A frase que melhor descreveria o enrredo realmente é:
“Ou você morre um herói, ou vive tempo suficiente para se tornar um vilão.”
Parabéns a todos que participaram nesse filme e muito obrigado pela oportunidade de nos deram de assistir um verdadeiro e definitivo filme daquele que “não é um herói (…) é um Cavaleiro das Trevas.”
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Eu vi!! Eu vi!! Eu vi!!
Sim, realmente o que foi dito de fato faz jus ao filme.
Extraordinário!!! Ledger foi impagável…
Adorei seu header a la Coringa ahauahauahaua
Abraço Fernando!
@Ester Beatriz
Vi sua crítica e ficou FANTÁSTICA.
Valeu pelo elogio do cabeçalho ^_^ Queria entrar no clima e fazer algo divertido pra quem viesse ver meu Especial Cavaleiro das Trevas huahauhau
Abração