A Vida e a Mutabilidade

Uma das características mais interessantes da vida é a sua mutabilidade. Talvez essa seja a característica mais forte da minha… O clichezão “o mundo da voltas” pode até ser considerado meu lema. Eu me meto num  monte de robada, faço a coisa errada, mas no fim do dia… O que importa de verdade é que to aqui pra contar a história.

Tenho uma realidade paralela e autista. Na minha cabeça coisas estranhas acontecem aos fatos e, em alguns momentos, eu já não consigo distinguir o real e a criação. Alguém (muito sábio) uma vez me disse que se você acreditar de verdade numa mentira… Ela se torna a sua própria verdade.

Considero, então, a vida como minha criação própria. Entre as verdades e as mentiras conheço apenas minhas crenças. Uma crença cética em mim mesma. Às vezes eu acredito em deus… Na maior parte do tempo… Não.

Às vezes eu quero ter a vida exemplar. A maior parte do tempo… Não faço nada de exemplar. Mas se eu me pinto assim… Porque não ser um quadro exemplar para meus próprios moldes?

Não tenho moldes a maior parte do tempo.

Mas é bom, de fato, se espalhar por ae.

Ultimamente tenho pensado muito na continuação da “própria vida”. Fim do ano presto medicina pela terceira vez – sim… sim… AGORA VAI, ao melhor estilo sou brasileira e não desisto nunca. (Propaganda fascita de merda…)

E depois de uma longa pausa as coisas parecem estar se encaminhando… Engraçado, no meu mundo autista o encaminhar tende a ser sempre o mesmo. Teimosia. Mais uma das minhas agradáveis facetas.
Tive três namorados e algumas paixões intermediárias. Vivi então uma porção de vidas, uma porção de futuros, todas minhas mentiras-verdades. Foram inúmeros filhos diferentes, de nomes mudados caras trocas. Cachorro, casa na praia, férias na Europa, lua de mel na índia. Cunhados, cunhadas. Sogra chata. Problemas de família.

Tudo parte de um futuro inexistente.

O grande problema do fim de um relacionamento é justamente abdicar dessa vida criada no íntimo. Lançar minhas verdades ao maldito vento. Perceber que eu minto para ser feliz. Mas… Quem não mente? Talvez eu apenas minta mais. Ou acredite mais. Talvez não.

O ponto é que a gente aprende com isso. Ou pelo menos acha que aprende. Falar desse tipo de futuro esteve durante uns bons 3 ou 4 anos fora da minha realidade. Frases como “você é o homem da minha vida” hoje se resumem ao meu avô.

Umas coisas a gente aprende. Outras acha que aprende. Eis que me vejo de novo falando sobre futuro e construindo filhos, casas e cães.

Mentido.

Minto, hoje, com um pouco mais de magoa. Com mais medo. Com algum ressentimento; de enganar, de estar sendo enganada.

Não queria amar esses filhos, mas já os amo. Amo ainda mais do que os outros, pois esses fazem parte do meu presente… Quem vive de passado é museu. Amo ainda todos os outros filhos, mas amo apenas o que eles representaram. Amo perdidamente todos os meus filhos inexistentes. Mentindo pra mim mesma vou construindo minha verdade. Preciso arriscar… Porque… Porque… Eu sou teimosa!

E tenho que ser teimosa! Delinear o que eu acredito e a distância entre mentira e sonho é algo incalculável.

Então a gente sonha, mente, faz e acontece… O necessário para ser feliz, ou se sentir feliz. Duas coisas completamente diferentes.

Minto, minto, minto mesmo! E vou continuar mentido… Porque… Quem sabe… Se eu acreditar de verdade essa vez… A mentira enfim não vira a tal da “própria verdade”.

obs: todas as imagens são do GENIAL René Magritte.

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Amanda Bynes sai da aposentadoria

Como esperado, a “aposentadoria” precoce da atriz Amanda Bynes não passou de um golpe publicitário. Ela acaba de avisar no twitter que saiu da aposentadoria. Para que, ainda é um mistério. Provavelmente o fato de estar estrelando poucos filmes e estar meio fora da mídia foi um bom motivo para a brincadeira no twitter.

De qualquer forma, acho que vou parar de anunciar aposentadorias por aqui. Primeiro Sean Connery aposenta e me volta com a pior animação já feita na história do cinema. Agora, a moleca da Nickelodeon volta a ativa depois de admitir todo tipo de sem-vergonhices via twitter.

Esse mundo tá perdido.