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	<title>ZeroOitocentos &#187; Mundo de Mandy</title>
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	<description>Em Manutenção... Pequeno contra-tempo com o servidor. Aguardem ;]</description>
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		<title>[Mundo de Mandy] Sant&#8217; Anna</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 12:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mestre Zen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo de Mandy]]></category>
		<category><![CDATA[Avó]]></category>
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		<category><![CDATA[Sant'Anna]]></category>
		<category><![CDATA[Santo Antônio]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma senhorinha... Deverás... Espetacular.<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/mundo-de-mandy-sant-anna/">[Mundo de Mandy] Sant&#8217; Anna</a>"</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-full wp-image-19871" title="santanna" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/07/santanna.jpg" alt="" width="600" height="362" /></p>
<p>Alguém sabe qual é a padroeira da cidade de Botucatu? Juro que fiquei até com preguiça de jogar no Google, mas o que importa é que essa mocinha me rendeu uma segunda-feira sem aula. Vim então para São Paulo desfrutar um pouco de ausência mental e compras com a minha mãe. Minha mãe tem esse hábito comum de aliviar a depressão calçando botas novas. Não importa a depressão de quem, ou porque, o melhor jeito de se distrair é comprar coisas novas. Seus seis armários revelam alguma informação nada sublimar. Assim como os meus três.  Ou como os 12 armários de minha vó.</p>
<p><span id="more-19870"></span></p>
<p>Minha vó. Dona Ruth. A grande imagem matriarcal que leva a comida para mesa nos feriados, nos natais, na páscoa. Minha vó é uma figurinha cômica bastante caricata, minha vó passava horas jogando vídeo game comigo quando eu era criança (manda muito no Mario kart do 64), é a mesma vó que fazia os cachecóis, que me ensinou, ainda que mal, a tricotar (sim eu tenho um semi-talento oculto!), a que tinha as melhores histórias.</p>
<p style="text-align: center;"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-large wp-image-19874" title="uma vovó simpática" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/07/uma-vovó-simpática-600x450.jpg" alt="" width="600" height="450" /></p>
<p>Eu poderia fazer desse texto uma grande declaração de amor, podia discorrer linhas intermináveis sobre o que minha vó é uma senhorinha especial. Poderia contar todo o problema hilário que ela tem com as empregadas. Ou as fofocas épicas e inacreditáveis dos moradores da rua. Mas, não. Vou me ater a dois pequenos fatos.</p>
<p style="text-align: left;">Minha vó entra no meu quarto, senta na cama “E ae Amanda? Algum paquerinha novo?”&#8230;. Toda vez, TODA VEZ, sem exceção ela faz essa mesma pergunta. De vez em quando eu tenho uma ou outra coisa pra contar, e desabafo com a véia, mas ultimamente minha resposta tem sido “Não, nada”. Toda vez indignada replica “Por que?” 	Tréplica obvia: Ninguém interessante. E então ela diz que vai fazer promessa, diz que vai pegar o Santo Antonio, ter uma conversa seria com ele, colocar ele de ponta cabeça&#8230;. e ainda acrescenta “vou colocá-lo de ponta cabeça&#8230; <strong>dentro de um balde d&#8217;água!</strong>”</p>
<p style="text-align: center;"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-large wp-image-19873" title="santo_antonio" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/07/santo_antonio-600x367.jpg" alt="" width="600" height="367" /></p>
<p>Minha vó me acha tão incompetente para agarrar um homem que resolveu que tem que afogar o coitado do santo! Afinal eu já tive 4 namorados. Como assim né? E como assim eu estar solteira há um ano? Onde estão aqueles rapazes bunitinhos que levavam orquídeas nos natais para agradar a matriarca?</p>
<blockquote><p>“Ai, Amanda! Ainda esses dias aquela orquídea que o Bruno me deu floreceu! Tão linda! Sempre lembro dele!”</p></blockquote>
<p>E assim meus ex-namorados plantaram-se, literalmente, na minha vida. E como eu sempre emendei um namorado no outro, e pela primeira vez estou solteira há algum tempo, minha vó já acha que eu estou encalhada, e que tem q tomar medidas drásticas! Pobre santo esse! Afogado pela minha preguiça de manter uma relação séria. Que cumpre pena pela minha ausência. Que vai ter o sangue dos pés na cabeça só porque eu decidi por não amar, não agora. Tudo bem.</p>
<p>Vamos para cozinha enquanto ela planeja a tortura angelical e finaliza o discurso mórbido com uma interjeição “ah! Eu trouxe sorvete de chocolate pra você!” &#8211; Replico “Vó, eu não gosto de sorvete de chocolate” &#8211; Treplica óbvia: “como assim?” Ela ainda acrescenta “mas é aquele especial&#8230;” e eu completo “eu sei, com avelãs da La basque, eu não gosto de sorvete de chocolate”. Deve ser pelo menos a quinquagésima segunda vez que eu disse isso a minha vó. Mas da próxima vez que nos encontrarmos eu tenho certeza que haverão mais planos contra o coitado do santo, e ela vai me oferecer sorvete de chocolate.</p>
<p>Uma senhorinha&#8230; Deverás&#8230; Espetacular.</p>
<p>ps: segunda feira é Dia de Sant&#8217;Anna, padroeira de Botucatu, Santana, como  é mais  conhecida no Brasil , é a avó de Jesus Cristo! Hahahaha – Senhoras e senhores membros do júri&#8230;. Juro que fui pesquisar DEPOIS de escrever o texto!<br />
<h3>Não tem nada parecido com isso agora!</h3>
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<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/mundo-de-mandy-sant-anna/">[Mundo de Mandy] Sant&#8217; Anna</a>"</p>
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		<title>[Mundo de Mandy] Nike e Johnnie</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 14:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mestre Zen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo de Mandy]]></category>
		<category><![CDATA[Decepção]]></category>
		<category><![CDATA[Johnny Walker]]></category>
		<category><![CDATA[Nike]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Just do it and, baby, keep walking<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/mundo-de-mandy-nike-e-johnny/">[Mundo de Mandy] Nike e Johnnie</a>"</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ultimamente tenho percebido que o ser humano foi feito para amar. A gente ama, não importa quem ou o que, mas procuramos amar procurando naquilo que não temos o que falta para completar uma deficiência nova. Parei diante do espelho, espelho já tão conhecido e enjoado do meu reflexo, mas que pela primeira vez permitiu que eu me enxerga-se. Gosto de espelhos eles são pleonasticamente reflexivos. Parei, olhos nos meus. Olhei minhas roupas. Estou mais bonita que no ano anterior, aprendi a valorizar aquilo que me deixa mais atraente. Tenho amigos, sou feliz na faculdade (apesar dos nabos constantes, e devo pontuar aqui que são nabos voadores desgovernados que procuram a região anal dos estudantes de medicina.)</p>
<p>Então está tudo bem.</p>
<p><span id="more-19015"></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-19016" title="Tá tudo ok... vou ficar bem... ?" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/06/oksign.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Eu estive ali, um ano antes, feliz (feliz talvez) de outra forma, pois nessa outra forma estava completa. Eu namorava, hoje um cara que se tornou um cretino e depois de seis meses sem olhar na minha cara resolveu me chamar no meio de uma balada para ter uma conversa de elevador. Pau no c* dele. Mas, eu era então feliz, em outra época, com esse mesmo cretino. Como fui feliz com outros tantos cretinos. Sempre achei que o que doesse no término é matar tudo aquilo que se construiu. A vida e os planos que morrem antes mesmo da concepção. Já tive um cachorro que se chamaria bunicão, já programei minha lua de mel em Amsterdã, já quis ser jornalista e ter um filho, já cheguei ao acordo de ter três, mesmo que a contra gosto. Já tive que tolerar a possibilidade de entrar na igreja de véu e grinalda, algo que eu <strong>abomino</strong>. Mas a gente faz essas coisas, cria futuro e ama, ama não só aquilo que somos como aquilo que podemos ser. Diante do espelho, ainda que feliz, ainda que vendo meu reflexo nada pálido cheguei a uma nova conclusão: O que dói, e dói de verdade, é saber que aquela felicidade que existiu tão completa e real jaz junto com meia dúzia de lembranças que, ao longo do tempo, passam a ser meras imagens cubistas e despretensiosas.</p>
<p>Fui feliz. Sem duvida vou ser feliz de outras formas complexas. Mas a intimidade de saber o quanto de pasta de dente ele gostava na escova se foi. Aquele doce que era uma surpresa maravilhosa apodreceu junto com todas as outras coisas que não querem mais existir.	A gente muda, é feliz, é feliz de varias outras formas, nem mais nem menos feliz. A felicidade esta no momento em que o sorriso abre e a cabeça repousa no travesseiro ciente da sua completude. Então essa felicidade parece melhor que a outra pelo simples fato que essa existe no momento&#8230; a outra? A outra se foi.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-19017" title="Já era..." src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/06/foot_sandcastle.jpg" alt="" width="337" height="362" /></p>
<p>As pessoas mudam, as coisas passam, a vida e as situações fazem com que mudemos. Conhecemos pessoas. Decepcionamos-nos. Mas o que é e será sempre de alguma forma levemente insuportável é que <strong>aquela</strong> felicidade não existe mais. Mas a gente supera, acha outra coisa para se apegar, para se livrar da irritante rotina que consome a nossa pouca paciência. Recarrega as baterias a vai a luta. A figura pode nem estar em um homem (ou mulher&#8230;), está naquilo que agente se entrega, está no time que virou uma família, nos amigos que viraram irmãos, na confiança bamba e cega que temos nos outros e nas coisas.</p>
<p>O ser humano foi todo feito para o amor. Para a busca daquilo que te completa. Para um mundo inteligível de Platão e para tanto, para se libertar dos grilhões da caverna e das sombras projetadas nas paredes passamos por loucos. Se atire, ame, caia levante, se machuque, lembre com carinho daquela felicidade que não vai voltar mas existiu e te constitui como você é. Abrace o outro mundo, crie novas felicidades reais, ultrapasse, cresça&#8230; use tenis da Nike e tome Johnnie Wlaker&#8230; Just do it and, baby, keep walking.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-19018" title="Continue andando, senão..." src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/06/johnnie-walked.jpg" alt="" width="600" height="289" /></p>
<h3>Quem sabe você se interesse em saber&#8230;</h3>
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</ul>
<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/mundo-de-mandy-nike-e-johnny/">[Mundo de Mandy] Nike e Johnnie</a>"</p>
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		<title>[Mundo de Mandy] Gordura</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 12:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mestre Zen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo de Mandy]]></category>
		<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Gordura]]></category>
		<category><![CDATA[União]]></category>

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		<description><![CDATA[A inseparável gordura que nos une.<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/mundo-de-mandy-gordura/">[Mundo de Mandy] Gordura</a>"</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Meus grandes amigos estão em uma época de caos, é cíclico, acontece sempre, mas é igualmente sempre desagradável. Aquele se enche desse, e esse daquele, e as pessoas param de ser elas mesmas para se tornarem elas mesmas em um formato escroto. O excesso de convivência lesa as relações, desgasta as amizades e então, qualquer pequena imperfeição ou vicio se torna insuportável. Fui para casa esse fim de semana e foi isso que vi. Um monte de caos derrubado no chão da sala. Nada está, na verdade diferente, é só a dinâmica de como as coisas funcionam. Meu grupo de amigos tem vida própria e pulsa em um sentido próprio. Eu, entretanto percebi algo curioso, tenho sentido saudades das coisas simples. Percebi isso porque as coisas (teoricamente) boçais não me deixam mais entediada. É a minha obvia ausência espacial.</p>
<p>Tudo aquilo que parece desagradável a respeito de um ou de outro é para mim uma escrotidão deliciosa da qual eu sinto falta profundamente. Eu abdiquei da minha vida para construir a vida que eu quero. Há noites em que admito isso com alguma dor, com bastante ressentimento, pois sinto falta dessas coisas simples, sinto falta da boçalidade alheia. É o que carinhosamente apelidamos de “gordice”, chamamos as idéias imbecis dos outros de gordura, então admitimos que somos “mentalmente gordos” para algumas (ou muitas) coisas. Não que de alguma forma eu esteja excluída da dinâmica. Há alguns meses briguei com um dos meus amigos e ficamos meses sem nos ver, meio que a troco de nada, uma gordice dele derivada de uma gordice minha. O interessante, entretanto, é a certeza que todos tinham que invariavelmente voltaríamos a nos falar. Um dia ele me ligou, eu atendi, e tudo voltou a ser como antes. Sem desculpas ou grandes discursos. O tempo de recessão passou e voltamos a ser nos mesmos em um formato menos escroto.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/05/peace_sign.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-18511" title="Tudo termina bem quando acaba bem..." src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/05/peace_sign-600x450.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a></p>
<p>No fim do ano passado acabei um namoro. Eu, então, namorava o meu melhor amigo que, obviamente, faz parte dessa dinâmica. E o que eu mais temi foi perder toda a boçalidade gordurosa que eu tanto amo. Ele faz parte dessa gordura toda, ele faz parte do grupo como eu faço, como todos os outros fazem, e agente se ama e se odeia e é assim que as coisas são. A dinâmica se acertou, como sempre se acerta. A gente não tem se falado, obviamente porque ele é um cachorro-sem-vergonha-filho-da-p*ta-que-não-merece-o-ar-que-respira. Então, a gente tem dividido o tempo no grupo, ele passou sexta feira com o pessoal, eu fui lá no sábado. Por mim, tudo bem assim. Mas esse fim de semana alguém tomou coragem e perguntou quanto tempo isso ia durar. Todo mundo ali assume que, independente do que tenha acontecido, ou venha acontecer, a gosma gordurosa que nos une é mais forte do que aquilo que pode nos separar. Eu mesma tenho pensado nisso recentemente, se eu realmente quero cortar esse imbecil da minha vida pra sempre, mas ainda é muito cedo para abrir espaço para tamanha obesidade. Ele entende isso, todos entendem isso, mas é engraçado pressupor que invariavelmente as coisas vão se acertar. Eu, ainda, não acredito, mas não consigo negar ceticamente.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-large wp-image-18512" title="Versão light da amizade descrita anteriormente..." src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/05/bacon-501x600.jpg" alt="" width="501" height="600" /></p>
<p>Sinto falta de quem eu era. Não que eu não ame quem eu sou agora, acho que me amo mais hoje do que jamais me amei a vida inteira. Entretanto, tenho sentido saudade das coisas que não estou lá para ver. Saudade das coisas que não tenho vivido. Saudade daquilo que ainda me sustenta e me recebe de braços abertos. Essa é talvez a maior declaração de amor que eu posso fazer, a falta que sinto das pessoas que me tornam o que eu sou, o buraco que cresce um pouco em mim toda vez que eu vou embora e não posso acompanhar o dia-a-dia daquilo que me constrói quem eu sou. Eu falo sempre que a única coisa que nunca vai me abandonar é a medicina, é aquilo que eu aprendo, o conhecimento que é, literalmente, o que contém meu amor incondicional. Mas outra coisa que nunca abandona agente, (e as mulheres sabem bem disso) é aquela gordura abdominal que nem com mil anos de regime e academia a gente consegue se livrar. E as épocas em que mais sofro na vida é quando penso que isso esta estremecido e vai se dissolver.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/05/gordura-coporal.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18514" title="A inseparável &quot;amiga&quot;" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/05/gordura-coporal.jpg" alt="" width="600" height="436" /></a></p>
<p>Talvez eu jamais admita para eles o quanto eles me fazem falta, não desse forma. E como nenhum deles jamais vá ler esse texto, dificilmente vão entender a dimensão do quanto eu sinto essa ausência profundamente. Mas o que conforta a minha cabeça pesada e dolorida quando enfim repouso meus pensamentos exagerados no travesseiro é saber que, assim como eu tenho essa certeza, eles também tem. Pode me esperar, fim de semana que vem, eu estarei de volta&#8230;<br />
<h3>Quem sabe você se interesse em saber&#8230;</h3>
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</ul>
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		<title>[Mundo de Mandy] A Espinha</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 11:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mandy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo de Mandy]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças]]></category>
		<category><![CDATA[Perda]]></category>

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		<description><![CDATA[Aquela menina no espelho não se parece comigo. <p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/mundo-de-mandy-a-espinha/">[Mundo de Mandy] A Espinha</a>"</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Andei, ultimamente, me estranhando um pouco no espelho. Uma espinha nasceu aqui, outra ali semana passada. Eu jamais tive espinhas. Alias, naquela época de aborrecência eu tive, mas eram raras e quando apareciam quase engoliam a minha cara. Eu praticamente tinha uma carinha na minha espinha.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-large wp-image-17565" title="Hoje ta assim... mas vai ver nos velhos tempos" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/04/Hoje-ta-assim...-mas-vai-ver-nos-velhos-tempos-600x423.jpg" alt="" width="600" height="423" /></p>
<p>Estranho.</p>
<p>Aquela menina no espelho não se parece comigo. Ela fala como eu, se mexe como eu. Talvez esteja um pouco mais gorda, um quilo, não mais. Apenas o suficiente para preencher a calça que estava muito larga. (não, não estou feliz com isso. Já voltei para o regime).	Ela sorri. Sorri para mim. Eu respondo o gesto quase que por educação, mas algum lugar em mim simula felicidade. Talvez seja de fato felicidade. Eu mudei, a vida me mudou, ou eu mudei com ela. Não importa. Aqui e ali alguém me diz que eu amadureci, que estou mais forte e bla-bla-bla. Mudei. Fui de um ponto pro outro. Mudei de cidade. Mudei de atitude. Mudei tudo aquilo que conhecia. O período de adaptação passou, o que resta agora é a rotina aceita. O drama se foi. Ou, sei lá, está escondido no fundo da gaveta de meias, a espreita, esperando para pular no meu pescoço. Ou não&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-large wp-image-17566" title="Mudanças a frente" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/04/Mudanças-a-frente-600x450.jpg" alt="" width="600" height="450" /></p>
<p>Hoje me senti meio maluca. Fiz prova pela manhã, imunologia, sentei lá e escrevi um monte de coisas sobre coisas que são invisíveis, sobre coisas que eu não faço idéia de como alguém consegue determinar. Células que reconhecem moléculas de histocompatibilidade. Todo um sistema de especificidade. Células Natural Killer (gosto dessas!). Colei uma questão ou outra, passei uma aqui outra ali. Normal. Depois fui fazer visita domiciliar na periferia e voltei para casa as 4 da tarde. Incomum. Hoje&#8230; Hoje não! Hoje não vou estudar como todos os dias. Hoje vou me livrar de tudo isso e descansar. Liguei o PC. Deitei na cama. E passei a minha tarde assistindo Scrubs e Grey’s Anathomy. Foi então que eu me dei conta que mesmo descansando da medicina, tudo que tem me interessado é a medicina. Uma amiga minha, exausta, esses dias desabafou “quero meu namorado, um filme e um carinho”. Parei um segundo, um pouco perplexa comigo mesma, bastante espantada: Não eu não quero isso&#8230; Não quero também tocar o puteiro na balada. Não estou procurando nem isso, nem aquilo. Tão pouco qualquer outra coisa. Simplesmente porque não consigo imaginar ninguém com quem eu queira dividir meu tempo, não dessa maneira.	Não me entenda mal, eu não fiquei frigida de repente! Não deixei de ficar com um aqui ou outro ali, mas nenhum deles conseguem me empolgar por mais de 2 ou 3 dias. Não que eles não sejam bonitos, ou legais, mas eu simplesmente não consigo me imaginar vendo um filme e ganhando um carinho. Em algum momento eu acabo desejando que eles explodam. É a primeira vez que eu não deposito a minha carência em alguém aleatório e inútil. É a primeira vez que eu não crio expectativas a toa. É a primeira vez a que eu não estou angustiada por pouca coisa, ou desejando mais coisas obsessivamente, ou esperando desesperadamente que algo aconteça. E tudo bem.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-17563" title="Não preciso de ninguém" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/04/Não-preciso-de-ninguém.jpg" alt="" width="600" height="440" /></p>
<p>Não estou dando pulos de alegria, mas não estou decepcionada com a estabilidade. O tédio não me acometeu da mesma forma, não dessa vez. Algum lugar em mim simula felicidade.	Eu não estou triste pelas escolhas que fiz, pelos abandonos no caminho, não estou triste com o que eu me tornei. Fiz a escolha certa, eu amo a medicina de uma forma até meio maluca e obsessiva. Mas de médico e louco&#8230; se todo  mundo tem um pouco eu tenho é <strong>muito</strong>, e todo mundo sabe disso. Amo, quase saudavelmente, a única coisa que eu tenho certeza que não vai me abandonar. Aquilo que eu aprendo. E tudo então parece muito simples. As provas difíceis de repente não são mais assustadoras. Aquele menininho por quem eu morria de amores é só um menininho, que agora tenta desesperadamente chamar minha atenção. Explode vai? Faça esse favor a humanidade. Please?</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-17564" title="boom" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/04/boom.jpg" alt="" width="600" height="403" /></p>
<p>Tudo bem. O tédio não me assusta mais. Me assusta, entretanto, justamente essa percepção. Me assusta saber que, em algum momento, eu tive a força de fazer a escolha certa, me assusta saber que eu lutei e venci e estou, pouco a pouco, chegando onde eu quero chegar. O espelho reflete as imperfeições de alguém quase conhecido. Não existem rugas, tão pouco marcas de expressão, apenas uma espinha aqui e ali&#8230; Mas, quem sabe, uma infecção da pele que atinge a unidade pilossebacea baste como forma de expressão.<br />
<h3>Quem sabe você se interesse em saber&#8230;</h3>
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		<title>[Mundo de Mandy] Cura</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 12:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mestre Zen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo de Mandy]]></category>
		<category><![CDATA[Ex-namorados]]></category>
		<category><![CDATA[Perda]]></category>
		<category><![CDATA[Revolta]]></category>

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		<description><![CDATA[O processo de cura é algo muito complexo. Não digo isso apenas como estudante de medicina, mas como ser humano observador.<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/mundo-de-mandy-cura/">[Mundo de Mandy] Cura</a>"</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O processo de cura é algo muito complexo. Não digo isso apenas como estudante de medicina, mas como ser humano observador. No hospital lidamos com pacientes, com as evoluções, com até onde a vontade pode chegar, até onde pode ser maior que a dor e as próprias limitações humanas&#8230; Fora do hospital nada me parece muito diferente.</p>
<p>Minha vida se resume basicamente a cuidar dos outros, talvez eu tenha escolhido esse caminho justamente porque não sou muito competente em cuidar de mim mesma. Cuidar dos problemas alheios, em qualquer nível, me parece, a maior parte do tempo mais fácil, mais lógico. Eu desmonto, quebro e levanto. Como qualquer outra pessoa. E, também como qualquer outra pessoa, passo pelos processos coerentes com a recuperação. Categorizo em 10 passos “simples”.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/03/Passos-simples.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-17062" title="Passos simples" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/03/Passos-simples-600x343.jpg" alt="" width="600" height="343" /></a></p>
<p>Primeiro momento: Negação. Não acredita, não aceita. Não pode ser verdade. Ele não está com outra! Ele ainda me ama!  Me ama! E eu vou fazê-lo ver isso!</p>
<p>Segundo momento: Aceitação, parte 1. O problema se torna um duende azul pulando na sua frente, então você simplesmente não pode mais negar. Então aceita que algo esta acontecendo. Ou seja ele apareceu com a namorada na sua frente.</p>
<p>Terceiro momento: Humilhação. Diante da possibilidade daquele problema desestabilizar sua vida e tudo aquilo que se conhece como certo e rotina, você acaba se arrastando pra ter tudo aquilo que julgava normal de volta. Você se joga no pescoço dele, diz saber onde tudo deu errado, que agora sabe como fazer tudo ser diferente. Eu posso amar por mim e por você!</p>
<p>Quarto momento: Dor.  Dói&#8230; Tudo dói. Respirar dói. Pensar dói, porque não é possível pensar em outra coisa. É uma angustia constante e desesperadora. Uma certeza amarga que nada mais vai entrar no seu coração petrificado e saudoso de um passado (supostamente) melhor.</p>
<p>Quinto momento: Falar. Antes o que era um segredo e o reflexo de um passado se torna um vomito constante de “você-não-sabe-o-que-aquele-filho-da-p*ta-fez-comigo”. Então você xinga pra escutar dos outros o que, no fundo, no fundo já sabia. Ele é um b*sta e não te merece!</p>
<p>Sexto momento: Aceitação parte 2. Você realiza que tem que ir pra frente e que sua vida mudou, que a vida é feita de fases e as pessoas mudam e não se encaixam mais na sua realidade e todo aquele bla-bla-bla super batido.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-large wp-image-17071" title="Cold heart e põe cold nisso" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/03/Cold-heart-e-põe-cold-nisso-600x450.jpg" alt="" width="600" height="450" /></p>
<p>Sétimo momento: <em>Cold Hartless Bitch</em>. Começa a pegar tudo que dá mole. Todos aqueles caras cachorros que batem na sua porta viram alvo fácil. Então eles sacaneiam, como esperado, mas&#8230; E esse “mas” que é realmente complicado. Por incrível que pareça a fase <em>cold hartless bitch</em> é a mais complicada de todas. É o momento onde nada penetra no seu coração. Você sabe que vai amar de novo, já passou por isso antes, mas nesse momento tudo parece desprezível e nada parece digno do seu amor e aprendizado. Nenhum homem te abala. Nenhum pseudo-relacionamento estremece suas bases sólidas. Sua carência nunca é grande o suficiente para se importar se ele ligou ou não no dia seguinte. Até o “belo” momento que se chega a conclusão que, não são eles que estão de tratando que nem lixo, é você mesma. Então seu mundo quase cai de novo, porque você percebe que seu amor próprio ao mesmo tempo que cresceu o suficiente para ficar com alguém e não se importar no melhor estilo “eu-sou-mais-eu”, desapareceu completamente porque trocar de homem como de roupa é um sinal claro de instabilidade. Como não ficar instável depois de todos esses passos? Como não ficar instável depois que alguém que você amou te deixou sozinha? Como não sofrer as conseqüências com o fim terrível de algo que foi lindo e se acabou? Impossível. Então a gente segue a vida um pouco emputecida, bastante amargurada, tentando catar os cacos e se sentir menos burra. Se incomodando, pelo menos um pouco, com aquele cara que sumiu do mapa depois de um feriado bonito. Para tentar lembrar como é gostar e se importar com alguém.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/03/Curar-o-coração-não-é-fácil.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-17074" title="Curar o coração não é fácil" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/03/Curar-o-coração-não-é-fácil-600x404.jpg" alt="" width="600" height="404" /></a></p>
<p>O ponto, na verdade, é que de uma maneira ou de outra o oitavo passo da recuperação é admitir que, por mais velho e machucado que agente esteja, continuaremos sempre tentando acreditar. E por mais que todo príncipe-encantado-do cavalo-branco tenha me parecido ultimamente um gordo-numa-tartaruga-tocando-axé-no-bandolim. Tudo bem, o certo aqui não é crescer. Muito pelo contrário, é não ter pressa de encontrar aquilo que vai te deixar feliz, imatura e sem chão mais uma vez. Esse dia chega. O nono passo é o tempo. O décimo é a paciência!<br />
<h3>Quem sabe você se interesse em saber&#8230;</h3>
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		<title>[Mundo de Mandy] Dia de Princesa</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 12:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mandy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo de Mandy]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu amo e odeio ser mulher.<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/mundo-de-mandy-dia-de-princesa/">[Mundo de Mandy] Dia de Princesa</a>"</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje resolvi escrever sobre um tema meio, sei lá, batido, mas que atingiu bastante meus pensamentos ultimamente: “Ser mulher”. Estava eu hoje na manicure &#8211; sim, vai ser um texto putamente feminino -conversando sobre as minhas novas possibilidades no mundo masculino. Tudo que rola num salão de beleza é fofoca. De novela a sexo. Fofocas. Então eu estava lá, lançando as novidades:</p>
<ul>
<li>Um cachorro de São Paulo super interessante, mais velho, responsável e blábláblá&#8230; que eu, na verdade, não tenho mais vontade de ver, mas se de repente me ligar. Quem sabe?</li>
<li>Um menino muito, muito, muito (já disse muito?) bonito, mas de 19 anos.</li>
<li>Um moleque que é o sonho de consumo de todas as minhas amigas da turma, mas namora.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/03/Pin-up.jpg"><img title="As glórias e desgostos de ser mulher com M maiúsculo" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/03/Pin-up-600x424.jpg" alt="" width="600" height="424" /></a></p>
<p>Então escutei as sugestões. Procurando resposta as minhas complexas questões existências. E não cheguei a nenhuma conclusão. Ser mulher é estar eternamente em duvida. É achar essa situação ao mesmo tempo maravilhosa e funesta. Nenhuma das opções me parece boa, entretanto todas são absolutamente maravilhosas. Ser mulher é se meter naquela roupa apertada, naquele sapato de salto alto desgraçado, naquela maquiagem demorada. É mentir que está se arrumando para os homens e saber que, não tão no fundo assim. Só querermos deixar as outras mulheres com uma “invejinha saudável”. Ser mulher é dar graças a deus por tirar a roupa apertada, de preferência acompanhada. É querer arremessar o sapato na cabeça de alguém no meio da festa. É parecer um panda na manhã seguinte porque teve preguiça de tirar a maquiagem antes da balada. E no fim das contas ficar feliz com tudo isso.</p>
<p>Eu amo e odeio ser mulher.</p>
<p>Amo, pois sinto que me supero todos os dias. Amo pois gosto de me arrumar. Amo fazer minhas unhas, fofocar no cabeleireiro, poder dizer a meus amigos o quanto os amo sem parecer viado. Amo poder chorar em publico, mesmo não gostando muito da idéia. Amo poder ser vulnerável, quando quero, para ter alguém para me abraçar nos momentos precisos. Odeio, pois me sinto na obrigação de me superar todos os dias. Odeio ter que comprar mil roupas diferentes para ninguém comentar que eu só uso o mesmo vestido nas festas. Odeio fazer depilação. Odeio fofocas. Odeio que quase todos meus amigos homens cedo ou tarde tentam me arrastar pra cama. Odeio que me julguem o sexo frágil. Porque eu sou forte pra caralho!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/03/Pinup.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-16823" title="Se sentindo... uma diva??? Será?" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/03/Pinup-600x420.jpg" alt="" width="600" height="420" /></a></p>
<p>Talvez, ultimamente, eu ande em crise existencial sem perceber. Não a respeito de ser mulher, porque eu sou muito fêmea, muito bem e obrigada! Mas a respeito de quem eu sou, ou o espaço que eu quero ocupar nesse mundo. São questões mais complexas que, na verdade, não cabem exatamente a um gênero. Entretanto, a forma de processar as informações e mudanças tem sido estranhamente feminina. Hoje, depois da sessão beleza, fui para aula meio arrastada, e lá, dois segundos depois de sentar na mesa de dinâmica de grupo tive um ataque e comecei a chorar compulsivamente. Então tive que escutar as hipóteses:</p>
<ol>
<li>A pressão no time de handball está acabando com ela. A competição está ai&#8230; Ela machucou o joelho&#8230; &#8211; disse um amigo e concordou minha professora que, em seu volumoso extinto maternal veio me dar um abraço para curar as “dores da minha alma”;</li>
<li>Você não devia ligar tanto pro seu ex namorado. &#8211; disse minha amiga que mora comigo e certamente pensam assim todas as minhas outras amigas.</li>
</ol>
<p>Na boa? O handball nunca esteve melhor, estou jogando muito bem, conquistando meu espaço, mostrando o que sei fazer. Falando menos, fazendo mais. Mostrando serviço e sendo “paga” por isso. E quando ao meu ex? P*u-no-c*-daquele-corno. E ponto final, porque esse é o único comentário que ele merece. Então&#8230;? Por que eu chorei? Por que chorei se tudo está dando, na medida do possível, certo? Por que fiquei algumas horas presa em um entrave inexistente? Por que não conseguia parar? Por que apesar do cansaço não sinto necessidade de dormir? Por que faço constantemente tantas perguntas? Por que estou buscando, o tempo inteiro, respostas?</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/03/Rosie-the-Riveter.jpg"><img title="Yes, We Can (?) Eterna arte de perguntas sem respostas" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/03/Rosie-the-Riveter-509x600.jpg" alt="" width="509" height="600" /></a></p>
<p>Eu sou mulher. E isso basta para explicar as contradições internas, basta para me fazer entender que meus conflitos, mesmo que pequenos ou inexistentes, vão verter literalmente uma hora no meu rosto. Então depois de parar de chorar eu sentei para escrever esse texto, sentei para pensar nas questões levantadas no salão de beleza. Sentei para pensar no que fazer. E decidi não fazer nada além de digitar essas linhas.<br />
Isso mais do que ser mulher, é tomar uma decisão muito mais complexa do que procurar respostas, é parar de se torturar e de viver a eterna síndrome de peru de natal. Mais do que ser mulher&#8230; É aprender, mesmo que chorosamente, a ser quem eu posso ser.<br />
<h3>Quem sabe você se interesse em saber&#8230;</h3>
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		<title>[Mundo de Mandy] Feliz 2010</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 21:37:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mandy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo de Mandy]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Ano Novo 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Reveillon]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.zerooitocentos.org/?p=15330</guid>
		<description><![CDATA[Dificilmente as coisas correspondem a minha expectativa. Mas e quando correspondem? Quando ultrapassam?<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/mundo-de-mandy-feliz-2010/">[Mundo de Mandy] Feliz 2010</a>"</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dificilmente as coisas correspondem a minha expectativa. Não exatamente porque os eventos são toscos, mas sim porque eu tenho o péssimo habito de esperar demais. Como eu disse na ultima coluna: desisto do presente para viver em um futuro muito mais maravilhoso e, normalmente, inexistente. Sim, eu me frusto com uma freqüência insuportável.</p>
<p><span id="more-15330"></span></p>
<p>Dessa vez eu, mesmo sabendo dessa analise, depositei toda a minha pouca fé na viagem de fim de ano. Zarpei. Entreguei, de peito aberto, e fui para o tudo ou nada. Dificilmente as coisas correspondem a minha expectativa&#8230; Mas e quando correspondem? Quando ultrapassam?</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/01/msc_musica.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-15331" title="&quot;Que barco grandão você tem, vovozinha...&quot; &quot;É pra frustar suas expectativas melhor, minha netinha...&quot;" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/01/msc_musica-565x376.jpg" alt="MSC Musica" width="565" height="376" /></a></p>
<p>Primeiro dia do ano. Toda essa palhaçada de jogar flores e pular ondinhas &#8211; que todo mundo faz, eu inclusa – é um mero ato desesperado. É apenas um desespero simbólico de deixar aquilo que magoa para trás para começar algo novo em um “ano novo.”	Ano novo é um falso recomeço. É algo de que a gente precisa para tomar uma atitude, pois parece o momento certo. É um simbolismo absolutamente necessário para incentivar a humanidade. É uma forma de contar o tempo, é a forma que encontramos de lidar com ele. O que é putamente complexo e, Einsten que o diga, é uma loucura.</p>
<p>Então eu estava lá, no dia primeiro de janeiro do ano seguinte. Daquele dia depois de ontem e antes de amanhã. Dessa vez não fiz promessas. Alias promessa é uma coisa muito relativa e meio tosca a maior parte do tempo. “Prometi que se eu conseguisse tal coisa ia ficar um ano sem comer chocolate” Na boa? Que raciocínio cristão medieval, é ter que sofrer, é pagar uma penitencia, é abster da algo de que se ama para ter outra coisa que se ama. 	Eu faço promessas. Eu sou humana. Tenho que estabelecer metas para tentar manter a minha pouca sanidade (ahahaha). A ultima foi “se eu passar na faculdade corto o cabelo a cima do ombro”, na época meu cabelo chegava até o fim das costas&#8230;. O ato de prometer, para mim, portanto não está relacionado a penitencia, mas a algo que eu não tinha coragem de fazer e pode (pelo menos em teoria) ser bom pra mim. É simbólico, é mudar para poder recomeçar&#8230; de novo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/01/ws_Sunrise_on_Sea_1152x864.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-15334" title="Faça metas, não penitências... Ano Novo, Dia Novo, Vida Nova (mesmo se a foto for reciclada ;])" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/01/ws_Sunrise_on_Sea_1152x864-565x353.jpg" alt="" width="565" height="353" /></a></p>
<p>Em alto mar eu vi o sol nascer depois de um dia maravilhoso com pessoas igualmente maravilhosas. Em uma balada toda feita de vidro com um deck que dava para o infinito. Eu me permiti viver aquele momento e o vivi da melhor forma possível. É como se eu tivesse amadurecido um pouco, e isso por algum motivo foi bonito naquele cenário.O ultimo dia em si foi estupendo. A semana toda foi coroada por comidas maravilhosas, sol, a paisagem, espetáculos, mordomias e por felizes coincidências que juntam pessoas diferentes, mas igualmente dispostas a viver.</p>
<p>Foi como criar uma bolha, melhor ainda do que aquela que imaginei, uma realidade paralela que existia e era completa ali&#8230; Mas o barco volta&#8230; Que fazer com essa nova realidade adquirida? As pessoas tão maravilhosas vão continuar igualmente maravilhosas em um outro cenário? Alias, muito menos mágico e deslumbrante. Aqueles “amigos” que você conheceu e amou instantaneamente, pois não havia tempo para joguinhos, vão levar adiante tudo isso? Eu quero levar adiante esse mundo encantador e correr o risco de contaminá-lo com essa outra realidade muito menos querida? Então depois de ver o sol nascer em alto mar 4 dias seguidos. De ver a lua iluminando a água. Olho pela janela e vejo as favelas de São Vicente e o medonho porto de Santos&#8230; Óbvio que foi deprimente, mas pensando em tudo isso fiquei mesmo que por um segundo breve orgulhosa de mim mesma por ter me entregado a situação. Foi saber que eu ainda posso acreditar em algo que apenas a entrega sincera pode tornar tão maravilhoso. Sobre todos questionamentos anteriores eu ainda não tenho todas as minhas respostas&#8230; Mas vejo que não fui só eu quem amou, mesmo que por sete dias curtos, um mundo mágico desejando, não tão secretamente, que aquilo nunca acabasse.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/01/green_bubble.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-15335" title="Será que vai estourar???" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2010/01/green_bubble-565x356.jpg" alt="" width="565" height="356" /></a></p>
<p>Se tudo vai dar certo ou não&#8230; Eu não sei. Se todos vão ser amigos para sempre, tão pouco&#8230; Mas vivo com sinceridade as oportunidades pulam na minha frente, e por mais que ser assim seja a maior parte do tempo estar sujeita a ser atingida por um trem&#8230; Às vezes vale se dar a oportunidade de correr o risco. Senhoras e senhores membros do júri&#8230; Um feliz ano novo para todos!<br />
<h3>Quem sabe você se interesse em saber&#8230;</h3>
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		<title>[Mundo de Mandy] Fugir</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Dec 2009 18:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mandy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo de Mandy]]></category>
		<category><![CDATA[Depressão]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Fugir]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse tipo de sentimento medonho é pior que um desejo suicida, pois tira até o ato heróico/poético/melodramático de se jogar da janela ou cortar os pulsos tetricamente sangrando até a morte. Desejar não existir é pior porque é mórbido e até mesmo um tanto preguiçoso, porque te suprime ao nada.<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/mundo-de-mandy-fugir/">[Mundo de Mandy] Fugir</a>"</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>v.i. Afastar-se, retirar-se, desviar-se apressadamente para escapar (a alguém, algum perigo, ou de algum lugar). / Retirar em debandada. / Sair furtivamente. (Sin.: abalar, abrir o arco, abrir o chambre, abrir o pé, azular, bater a linda plumagem, bater a asa [ou as asas], bater em retirada, botar o pé no mundo, cair no mundo, dar à canela, dar aos calcanhares, debandar, ensebar as canelas, esquipar, meter o arco, passar sebo nas canelas, raspar-se, zarpar e muitos outros, quase todos populares.) /</p>
<p>V.t. Evitar alguma coisa ou pessoa, por aversão ou temor. / Abandonar. / Esquivar-se. / Deixar de cumprir (a palavra, um compromisso).</p></blockquote>
<p>Ok, começo esse texto com a definição do Aurélio online de fugir, e já vou dizendo que tem coisa ai que eu NUNCA tinha ouvido falar&#8230; o que diabos é: “dar às de vila-diogo” huahuahuahu ou a maravilhosa tradução já assimilada ao riquíssimo português “esquipar”. Sem contar outras geniais como “abrir o chambre”&#8230; eu <strong>não faço idéia</strong> do que seja um chambre. Mas enfim, comentários a parte eu gostaria hoje de falar de fugir. Muitas vezes nos últimos meses eu olhava pro teto do quarto e tudo que eu desejava,, tudo que eu conseguia desejar, era: “não existir”.</p>
<p>Esse tipo de sentimento medonho é pior que um desejo suicida, pois tira até o ato heróico/poético/melodramático de se jogar da janela ou cortar os pulsos tetricamente sangrando até a morte. Desejar não existir é pior porque é mórbido e até mesmo um tanto preguiçoso, porque te suprime ao nada.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/12/rainbow-suicide.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-14809" title="Ah se fosse tão belo assim..." src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/12/rainbow-suicide-565x412.jpg" alt="Ah se fosse tão belo assim..." width="565" height="412" /></a></p>
<p>Quem anda acompanhando o que eu escrevo já deve ter notado que eu não estou em um dos momentos mais felizes ou completos da minha vida, mas de forma geral as coisas vão bem. Passei para o segundo ano de medicina, passar em anatomia foi como passar no vestibular novamente, hoje saíram as últimas notas e tudo vai bem. E então eu, no meio da minha alegria anatômica me toquei que ia voltar pra São Paulo para lutar outras batalhas&#8230; E acabo querendo não existir de novo. Foi então que percebi um padrão em mim mesma, (eu tenho vários padrões, mas esse é bem humano e bastante comum) eu nunca quero estar onde estou&#8230; Eu fujo.</p>
<p>O tempo todo que estive em Botucatu, fazendo provas alucinantes, desejei não existir. Eu desejei voltar pra casa. Desejei estar em são Paulo com os meus amigos. E na hora que cheguei aqui percebi o quanto queria ter ficado lá, porque aqui eu senti que não queria existir e não tenho ainda força pra lutar outras tantas batalhas que deixei. Enfrentar os que eu deixei, os que me deixaram e toda a situação de abandono que constrói desagradável e repetidamente a minha história (Sim senhoras e senhores membros do júri, eu estou fazendo terapia hauhauauhahu)</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/12/funny-cat-fight.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-14810" title="Não fugir da luta.. nunca?" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/12/funny-cat-fight-565x322.jpg" alt="Não fugir da luta.. nunca?" width="565" height="322" /></a></p>
<p>A vida é assim e todo blábláblá, ninguém disse que ia ser fácil, e todo aquele discurso de “rapadura é doce, mas não é mole não”. Então eu fujo, finjo que não é comigo, desejo não existir, desejo estar em outro lugar. Se eu luto as minhas batalhas? Eu não sou covarde. Posso ser muita coisa na vida, mas covarde não&#8230; SEMPRE, sempre luto minhas batalhas, eu nunca tiro o corpo fora quando me comprometo. Eu estou fazendo medicina, eu passei em anatomia <strong>acima da média</strong>, eu passei em todas as outras matérias. Não importa o quanto doa. Eu não vim até aqui pra desistir agora. Eu sou teimosa e cabeçuda e tudo mais. E apesar da minha auto-estima lixo, acabo conseguindo uma coisa ou outra. Estou cansada de fugir, mas também já não tenho mais paciência pra enfrentar&#8230; Fazer o que então? Contar os dias para zarpar naquele navio que vai sair dia 27 e me levar para um ano novo. Fugir mais uma vez, fugir porque é o que um bichinho machucado faz&#8230; Ele foge, afasta-se, retira-se, escapa, debanda, abre o arco, abre o chambre (?), azula, bate asas, passa sebo nas canelas, raspa-se&#8230; no meu caso literalmente zarpa. Para “Evitar alguma coisa ou pessoa, por aversão ou temor. / Abandonar. / Esquivar-se. / Deixar de cumprir (a palavra, um compromisso).”</p>
<p>Mas o barco volta, ele aporta e eu sei disso, mas por 7 dias eu vou fugir do mundo e das minhas batalhas e vou esperançosa projetando um futuro que não existe, criando fabulas que um dia podem se transformar em realidade, ou não.</p>
<p>Normalmente não.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/12/fire_escape.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-14813" title="Fugiiiiiiiiirr! Fugiiirrr!" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/12/fire_escape-565x337.jpg" alt="Fugiiiiiiiiirr! Fugiiirrr!" width="565" height="337" /></a></p>
<p>Mas agente sonha, porque sonhar é a forma mais poética de fugir. Então eu sonho, e cometo um erro, vivo no futuro e fujo do presente, não estabeleço a realidade, eu simplesmente durmo e espero o dia que eu vou entrar aqui pra contar que eu gastei a tecla “a” do meu lap top de tanto escrever sobre amor.</p>
<p>Encerro de novo essa coluna como encerrei a anterior, a vida é cíclica, ela se repete. Mas cabe muitas vezes a nós quebrar ciclos viciosos. Essa talvez seja a minha maior batalha&#8230; Só que só vou pensar nisso ano que vem, porque dia 27 eu vou “ às de vila-diogo” e só voltar 3 de janeiro.</p>
<p>Ano novo para velhas fugas&#8230; Na esperança de projetar um presente e não um futuro, para que meu desejo para esse ano que vai entrar seja a possibilidade de vencer esse vício, quebrar um ciclo e aprender a desejar estar onde eu estou.</p>
<p>PS:</p>
<blockquote><p>Chambre</p>
<p>s.m. Roupão caseiro comprido para homem ou mulher. [ainda n faz sentido pra mim.... faz pra alguém?]</p></blockquote>
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		<title>[Mundo de Mandy] O Dia Em Que A Mandy Roubou O Natal</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 14:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mandy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo de Mandy]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Especial de Natal 2009]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Revolta]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu odeio a po** dessa me*** do cara** de feriado nojento.<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/mundo-de-mandy-o-dia-em-que-a-mandy-roubou-o-natal/">[Mundo de Mandy] O Dia Em Que A Mandy Roubou O Natal</a>"</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu querido amigo <a href="http://twitter.com/mestrezen" target="_blank">Mestre Zen</a> me pediu um especial de natal, justamente porque ele é o lado positivo em pessoa a respeito do natal e eu sou&#8230;. hum&#8230; praticamente o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Grinch" target="_blank">Grinch</a>. Então já vou começar xingando: eu odeio a po** dessa me*** do cara** de feriado nojento.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-14929" title="Grinch, a.k.a. Mandy" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/12/grinch.jpg" alt="Grinch, a.k.a. Mandy" width="560" height="320" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p>Os cristãos que me perdoem, mas eu dei aula de história e li o suficiente na minha vida pra detestar o catolicismo e adjacentes. Nada a ver com a fé, antes que alguém acabe me chamando de preconceituosa ou herege. Eu não gosto da estrutura do sistema, não gosto do que foi feito através da força da crença das pessoas, não suporto que isso tenha mudado muitas vezes o curso das coisas. Desculpa mas não acredito que Maria era virgem e que teve Jesus num celeiro onde três reis magos foram dar presentes e tudo mais&#8230; Pra mim é o mesmo que acreditar em criacionismo. E desculpem-me algumas “partes” Estados Unidos, mas&#8230; Alow! Darvin já morreu faz 200 anos. Não to dizendo que Maria foi uma puta que traiu José e saiu correndo pra um celeiro pra dar a luz a um bastardo. Só que eu não compro as histórias da bíblia. Acho que são poéticas, “educativas” &#8211; desconsiderando aqui meu conceito de moral &#8211; e talvez tenha sido esse o livro mais bem escrito da história da humanidade. É, de verdade, lindo. Mas como todos os outros livros como ele, lindos ou nem tanto, é literatura e devia ser encarado como tal.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-large wp-image-14930" title="Spoilers da Bíblia" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/12/bible_spoiler-565x483.jpg" alt="" width="565" height="483" /></p>
<p>Eu poderia começar a falar das pessoas que, igualmente, idolatram Marx como Jesus e O Capital como a própria bíblia e que essas pessoas deviam começar a ver O Capital como literatura e Marx como um ser humano que criou uma hipótese. Mas, eu vou parar com a rebeldia ideológica e voltar ao natal. O natal é uma época do ano onde as pessoas ficam mais generosas, elas dão presentes sem parecer que querem algo de alguém, ou não, porque até onde eu enxergo muitos presentes são politicagem ou mera gentileza.</p>
<p>Minha mãe: você não vai comprar nada para seus avós?</p>
<p>Eu: Eu estudo no mínimo 8 horas por dia. Eu não faço dinheiro. O que eu poderia dar de presente, que faria alguma diferença, para duas pessoas que tem tudo.</p>
<p>Ela: Nada, de verdade, nada, mas é só pela gentileza&#8230;</p>
<p>Ser gentil?  Gentil pra mim é aquele que vivia no feudo, e sua definição no dicionário ainda vem acompanhada de “nobre”. Eu não gosto desse tipo de gentileza, muito menos dessa divulgação de paz, amor e esperança. Esperança? Esperar? Eu não! Depois desse mês fantástico todo mundo esquece tudo isso e volta a ser cretino. Eu sou o tipo de pessoa que detesta a maldita <a href="http://www.youtube.com/watch?v=GBx2AEHvIWI" target="_blank">musiquinha de fim de ano da globo</a>.</p>
<blockquote><p>“Hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou&#8230; blábláblá”</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-large wp-image-14931" title="Globo - império do mal" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/12/globo_novo_logo_grande-565x360.jpg" alt="" width="565" height="360" /></p>
<p>Muito bonito, mas esse tipo de mensagem devia fazer parte <strong>das pessoas</strong> e não parte <strong>do ano</strong> das mesmas. Vou descrever o meu próprio natal: Eu me arrumo para ir para casa dos meus avós, eu coloco um vestido lindo, uma maquiagem linda, para ficar das 9 as 11, com as pessoas que eu fico sempre, vejo sempre e falo sempre (minha mãe, meu padrasto e meus avós maternos)  vendo o seguinte:</p>
<p>Minha vó pergunta: Vamos abrir os presentes ou comer primeiro?</p>
<p>Eu respondo:  A gente sempre comeu primeiro.</p>
<p>Ela&#8230; É mesmo?</p>
<p>No jantar, minha vó reclamando o quanto deu trabalho fazer a comida. Meu avô falando que foi fácil e que ele que fez a comida. Eles discutindo por causa disso. Meu padrasto fazendo algum comentário ácido demais. Minha mãe olhando com cara de “Ai meu deus”. Meu avô me mandando ficar quieta porque eu estou falando de medicina na mesa e isso é nojento. Meu avô bebendo demais e começando com teorias e cabeçudisses. Minha mãe revoltada com isso, porque ela tem teorias próprias e é mais cabeçuda que o progenitor. Eles brigando metade do jantar. Eu reclino e assisto. Foi-se o tempo onde eu me metia na briga alheia, hoje eu virei apenas ponto cientifico de referência. Então “viva!” vamos abrir os presentes! Eeeeeeee!!!  Debaixo da árvore enorme e temática que minha vó faz todo ano e então eu, por ser a mais nova, distribuo os presentes que as pessoas já sabem o que é.  Meus avós me ligam em novembro e falam “você tem ‘xis’ pra gastar”, então eu saio compro bilhões de roupas e dou para minha vó embrulhar e&#8230; Abro debaixo da árvore maravilhosa dela. Umas 11 da noite já tá todo mundo bodiado sem ter o que fazer e voltamos pra casa pra dormir. E quando eu reclamo do natal eu ainda tenho que ouvir da minha mãe: “Você tem que ser grata, enquanto seus avós estiverem aqui. E se é um saco e eles que fazem disso um saco, agradeça por tê-los ainda”. Todo natal eu olho pro meu herói, meu avô, agradecendo por aquele saco de natal e esperando ter outro saco de natal, pois então ele vai estar vivo&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-14932" title="Christmas sucks!!!!" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/12/Christmas_sucks_480x480_Front.jpg" alt="" width="384" height="384" /></p>
<p>É uma droga? Sim, é uma droga. É uma época de sentimentos curtos e pouco verdadeiros onde eu me arrumo para estar com as pessoas que eu convivo, para lembrar que eu tenho aquele saco de feriado para dar graças a Zeus porque elas estão vivas. Esse ano minha avó não fez árvore, esse ano ela não pediu as roupas que eu comprei para embrulhar, esse ano ela comprou os doces ao invés de fazê-los&#8230;</p>
<p>Eu detesto o natal&#8230; Mas eu agradeço, de coração, que ele ainda seja um saco. Sem mais. Boas festas para todo mundo, que saibam agradecer, apesar de poder ser um saco, por ainda se ter aquilo que se tem&#8230; Isso deveria ser o verdadeiro espírito do natal. (E não é?)<br />
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		<title>[Mundo de Mandy] Síndrome do Peru de Natal</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 17:16:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mandy</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Peru de Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[Porque esperar as coisas melhorarem FEDE!<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/mundo-de-mandy-sindrome-do-peru-de-natal/">[Mundo de Mandy] Síndrome do Peru de Natal</a>"</p>
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<p style="text-align: right;"><a href="http://twitter.com/mestrezen">Mestre Zen</a></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Eu sou o tipo de pessoa que detesta tendências e clichês. Normalmente luto ferozmente contra isso. Por exemplo, me recuso a ler Paulo Coelho, o nome “Da Vinci” no meu mundo nunca veio precedido da palavra código, meus piratas nunca foram ao caribe e nenhum jogo parece muito mortal. No momento estou fazendo parte do <em>M.A.C. – Movimento Anti Crepúsculo</em>.</p>
<p>Enfim admito, sou aquela pessoa emburrada e extremamente mal humorada a respeito de “modinhas” e clichês. Mas admito também que, como a boa humana que sou, às vezes despenco em tentação&#8230; Eu li a saga inteira de Harry Potter (e, alias, fiquei muito puta quando o Sirius morreu). Então, venho através desse texto, fazer uso de um dos melhores clichês que eu conheço “tem coisas que agente não esquece&#8230; Supera.” Sou uma pessoa muito desesperada com mudanças e sofro mais que uma atriz de novela mexicana quando uma fase da minha vida muda. Meu peito parece que vai arrebentar, os problemas não passam, os dias são longos, nada se resolve, tudo se enovela em uma conspiração cósmica porque Zeus não tem mais o que fazer e resolve jogar xadrez com a minha vidinha.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-large wp-image-13731" title="Os deuses e minha vida... puro xadrez" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/11/chess-565x371.jpg" alt="Os deuses e minha vida... puro xadrez" width="565" height="371" /></p>
<p>Cavalo branco na casa b3. Passei em medicina.</p>
<p>Torre preta na casa d4. Mudei de cidade.</p>
<p>Bispo azul em qualquer casa. Meus amigos agora só de fim de semana.</p>
<p>Rainha rosa de bolinhas na casa do caralho. Meu namoro acabou – e é claro que o cretino, opa, o querido&#8230; Já ta namorando outra.</p>
<p>Xeque mate. O primeiro ano do curso de medicina <strong>É MUITO CHATO</strong>.</p>
<p>Obs: Eu sei que todo primeiro ano de curso é chato, mas cutucar cadáver 8 horas por semana e passar o resto do tempo vendo epitélio e glândula em lâmina é quase um dos giros dantescos.</p>
<p>Então eu piro e praticamente mudo meu nome para Maria Abadia Estevan Gutierrez e choro, me desespero, acho que o mundo vai acabar, que eu nunca vou amar de novo, que aquela matéria vai ser impossível de estudar&#8230; E é claro que pra coroar o mex-drama eu bebo e acabo fazendo merda. As coisas mudam, as pessoas mudam e eu sei disso. Sei que a “eu” de hoje não sou a eu de amanhã. Sei também que muitas vezes as pessoas apenas cumprem uma função na vida por um determinado tempo e de repente seu melhor amigo se torna um estranho. Porque as pessoas escolhem caminhos, crescem (as vezes encolhem&#8230;) e mudam.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-large wp-image-13732" title="Dispensa comentários" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/11/mariadobairro-565x322.jpg" alt="Dispensa comentários" width="565" height="322" /></p>
<p>Uma das melhores coisas que aprendi esse ano, alias, aprendi não né? Porque se tivesse aprendido não estava vivendo uma fase Maria do Bairro. É que tenho que curar minha “síndrome de peru de natal”. Essa síndrome foi criada pelo meu pai, que sim, se acha muito engraçado, pra me zuar porque aparentemente, como o próprio peru de natal, eu morro na véspera. Odeio tempo. Odeio ter que ter paciência. Odeio saber que só o tempo e a paciência curam as coisas. Odeio saber que as cicatrizes vão estar lá&#8230; Porque agente não esquece&#8230; Supera. E esse hiato de tempo na vida é algo abominável. Eu queria um botão de Fast Forward pra esses momentos mexicanos&#8230;  Porque eu tenho certeza que toda essa angustia vai passar, ela sempre passa, mas a minha síndrome de peru me compele ao caos constante da dúvida e isso é detestável.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-large wp-image-13733" title="Eu no natal" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/11/ChristmasTurkey2-565x423.jpg" alt="Eu no natal" width="565" height="423" /></p>
<p>A vida se repete, a minha vida se repete com freqüência e olhando para os lados ultimamente pude perceber padrões irritantes. A vida de todo mundo repete tudo o tempo todo e isso é um looping um tanto abominável, pois torna a própria vida um clichê e, por extensão lógica, me transforma ainda mais em peru porque me sinto vivendo dentro de um livro ruim que todo mundo lê. Entretanto, por mais que a existência se baseie em repetições é importante lembrar que elas nunca são idênticas, algo sempre muda e essa mudança vem justamente desse hiato desprezível de tempo, quando agente cresce, pensa, muda e não esquece. Mas tudo bem porque (se eu sobreviver à véspera de natal) eu sei que quem supera&#8230; Levanta&#8230; Sacode a poeira&#8230; E da a volta por cima! (Adoro Clichês!)<br />
<h3>Quem sabe você se interesse em saber&#8230;</h3>
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		<title>[Mundo de Mandy] Filme Ruim</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 16:23:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mestre Zen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo de Mandy]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Término]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu empolgante programa de sábado a noite<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/mundo-de-mandy-filme-ruim/">[Mundo de Mandy] Filme Ruim</a>"</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem assisti um daqueles filmes bem ruins, daqueles que agente nem se da ao trabalho de prestar atenção no nome. Era uma tentativa neo-pop-cafona do filme “o meu primeiro amor” só que no lugar do Macaulay colocaram um menino gordinho e ninguém morre no final picado por um enxame raivoso de abelhas assassinas.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-12529" title="Oooouuunnn" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/10/film_kisses_macaulayculkin.jpg" alt="Macaulay Culkin" width="400" height="268" /></p>
<p>Meu empolgante programa de sábado a noite (sim, nota-se que minha vida não anda das mais movimentadas ultimamente) arrancou de mim diversos “ahs” e “ohs” e sorrisinhos bestas. Um amigo que estava por perto protestou – não acredito que esse filme está emocionando vocês&#8230;</p>
<p>Sabe, realmente era um filme ruim de Hollywood provavelmente patrocinado pela Disney, com atuações medíocres e uma historia lamentável. Mas, como já disse meu grande amigo fefezinho pessoa&#8230; O amor é ridículo e nesse caso dublado. Eu com um namoro recém acabado e com aquela amargura comum e recorrente no peito, aquela que diz que você nunca vai amar de novo, me contorcia no sofá olhando algo tão bobo.  Então eu lembrei porque acabei meu namoro e tudo fez mais sentido. Já não existia mais em mim aqueles “ohs” e “ahs”&#8230; Tava mais pra “puta que o pariu esse cretino aprontou de novo”.</p>
<p><span id="more-12464"></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-12530" title="Pura Emoção" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/10/break-up-sofa.jpg" alt="break-up-sofa" width="500" height="402" /></p>
<p>Minha parte menininha então se afundou lembrando pequenos momentos da vida. Aquele momento de êxtase antes de um primeiro beijo. Um olhar perdido. O primeiro toque que me vira do avesso. A certeza (inútil e ridícula) de que aquilo vai durar pra sempre&#8230; E o horror constante de saber que esses momentos, que deveriam ser eternos, são apenas miseravelmente eternos enquanto duram – e isso é muito errado. Toda vez que eu to triste minha mãe vem cobrar de mim felicidade e sempre termina o discurso pobre dela com “isso é falta de homem”. E acaba me chamando de besta, incompetente e sutilmente de vadia porque aparentemente, aos olhos dela, eu não posso viver sozinha. Estar sozinha é de fato desagradável, mas felicidade e estar com alguém nem sempre estão diretamente relacionados na minha cabeça. Na verdade está mais para “ter o que pensar” e, em uma analise mais profunda, como eu cheguei a conclusão com meu querido Mestre Zen, é – literalmente – “preencher espaços”.</p>
<p>Meu sábado a noite foi lamentável, assistindo um filminho trash da Disney e lembrando o quanto eu posso ser feliz se sair da frente da televisão e for procurar um primeiro olhar, um toque, uma historia nova longe do sofá&#8230; Gostar de alguém ou estar, pelo menos, interessadinha em alguém é o que te dá no que pensar a noite, especialmente quando o resto do dia inclui matérias pseudo-medicas maçantes e enlouquecedoras. Não ter nada pra pensar além da (infeliz) aula de histologia é realmente deprimente.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-large wp-image-12531" title="Histologia - células de testículo de javali... puro romance" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/10/Testicle-histology-boar-565x423.jpg" alt="Histologia - células de testículo de javali... puro romance" width="565" height="423" /></p>
<p>Ou seja, não mãe eu não preciso de um “piu-piu” necessariamente, só preciso de algo mais abstrato e quão mais abstrato melhor, pois se não virar realidade não me machuca. Não acaba. Não liga pra mim dizendo que não me ama mais. Se somente existe no meu mundo e não habita o mundo real&#8230; Não causa problemas. (não liguem para esse parágrafo, é fruto da síndrome recente de “acabei um namoro”). Então eu sento em um sofá e me protejo, mas ainda sim eu tento lembrar que, mesmo podendo ser atacada por um enxame de abelhas no final da história,  ainda vale a pena mover algo dentro do peito&#8230; Abstrato ou real. Basta agora escolher a roupa certa para a balada.<br />
<h3>Quem sabe você se interesse em saber&#8230;</h3>
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		<title>[Mundo de Mandy] Preguiça</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 14:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mandy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo de Mandy]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mandy]]></category>
		<category><![CDATA[Preguiça]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu gosto muito das pessoas, mas tenho preguiça de ser simpática.<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/mundo-de-mandy-preguica/">[Mundo de Mandy] Preguiça</a>"</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma amiga minha me perguntou esses dias porque raramente eu saio com os caras que me convidam para fazer alguma coisa. Sabe, acabei um namoro recentemente, tem sido difícil, mas mesmo assim ela acredita que o normal seria aproveitar a boa maré. Eu a entendo.</p>
<p>Eu não sou o exemplo de beleza, ah, de jeito nenhum seria convidada para posar na capa da “Boa Forma”, ao lado de mulheres “medooooonhas” como a Angélica e a Débora Seco. Mas eventualmente todo mundo acaba tendo uma boa fase, é uma confluência de acontecimentos interessantes, ou seja, é praticamente cósmico.</p>
<p><span id="more-9872"></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-10538" title="preguiça... em pessoa. (?)" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/08/preguiça.JPG" alt="preguiça... em pessoa. (?)" width="500" height="333" /></p>
<p>Então eu olhei para ela e comecei a explicar meu raciocínio: Para o meu humor instável é muito difícil estar com pessoas com quem tenho que ser simpática. Não que eu não goste delas, eu gosto delas e normalmente muito! São pessoas interessantes com quem mantenho longas amizades. Eu gosto muito das pessoas, mas tenho preguiça de ser simpática. Não que eu seja naturalmente antipática (ok, talvez um pouco), só tenho um humor um pouco diferente, algo que, talvez, oscile loucamente entre o sarcástico e o autismo&#8230; E isso é difícil de conviver.  Na verdade, acho que acabo tendo mais preguiça de ser agradável, de procurar a coisa certa para falar, de vestir aquela mascará de menininha e abrir um sorriso largo. Não que eu seja triste nem nada, eu sou é preguiçosa mesmo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-large wp-image-10539" title="Garfield: aguém ganha dele?" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/08/garfield-565x431.jpg" alt="Garfield: aguém ganha dele?" width="500" height="382" /></p>
<p>E toda essa conversa com a minha amiga me fez perceber uma coisa: Os caras que me conquistam são justamente aqueles com quem eu não preciso ser simpática, ou melhor, são os caras que trazem para fora de mim a minha própria simpatia e eu não tenho que fazer esforço pra isso. Esses são também meus amigos, são pessoas que (na maior parte do tempo) trazem naturalmente em mim o desejo de ser agradável. Eu sei que essa é uma reflexão mais simples do que as outras que estou acostumada a fazer, mas achei justamente interessante pela simplicidade. É o tipo de coisa que esta na nossa cara o tempo todo pulando e gritando como um duende azul e agente não dá atenção.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-10540" title="Isso sim é preguiça!!!" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/08/lazy_cat.jpg" alt="Isso sim é preguiça!!!" width="500" height="366" /></p>
<p>É esse simples e linear fenômeno que une as pessoas, que monta os famosos “grupinhos de afinidade”. É tudo absolutamente literal. Nos juntamos às pessoas que trazem para fora aquilo que gostaríamos de ser o tempo todo, mas temos preguiça. É instintivo e não tem explicação, é a lógica aplicada às relações sociais. Mas <strong>é claro</strong> que como bons humanos refutamos emocionalmente toda a matemática da brincadeira e  acabamos dando preferência ao malandro gatinho do que ao cara que simplesmente me faz rir. Então agente sofre por amor, pelos amigos, por tudo aquilo que poderia ter acontecido e não aconteceu&#8230; E muita coisa que poderia ter dado certo acaba virando apenas um reflexo pálido do que poderia ter sido&#8230;</p>
<p>Os meus pensamentos não tem moral para encerrar com moral da história, entretanto cabe aqui uma auto-reflexão: Eu estou tentando gostar apenas dos caras que me fazem rir. E você? Com quem você vai sair na sexta noite?<br />
<h3>Quem sabe você se interesse em saber&#8230;</h3>
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<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/mundo-de-mandy-preguica/">[Mundo de Mandy] Preguiça</a>"</p>
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		<title>[Mundo de Mandy] Incompetência</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 21:42:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mandy</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Incompetência]]></category>
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		<description><![CDATA[As vezes fico indignada com a incompetência das pessoas.<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/mundo-de-mandy-incompetencia/">[Mundo de Mandy] Incompetência</a>"</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As vezes fico indignada com a incompetência das pessoas. Não nego que me surpreendo com a minha própria falta de competência freqüentemente. Isso me assusta. A simples inabilidade frente a uma decisão simples é capaz de ruir um mundo em apenas um puxão. Já ouvi falar que “deus” não dá fardos maiores do que aqueles que podemos carregar. Mas&#8230; Puta que pariu, convenhamos, tem problemas que ninguém merece.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-9832" title="DOH'" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/07/homer-simpson-doh.gif" alt="homer-simpson-doh" width="499" height="247" /></p>
<p>Somos amplamente capazes de racionalizar situações e aceitar novas realidades e assim, literalmente, sobrevivemos. Nos adaptamos, mudamos, crescemos para ser amanhã algo não necessariamente melhor do que ontem. É a cicatriz que mesmo já fechada vem te lembrar de um dia de cão. Todos temos dias de cão. Vários dias de cão. E alguns dias de cachorro molhado, e esses sim são caóticos de verdade.</p>
<p>São momentos de epifanias brutas, violentas e sem lapidação, que atingem os pensamentos como um balde de gelo. É literalmente perceber a mudança da realidade, tudo aquilo que era confortável se foi e deu vazão para algo novo. Novidades são legais, nos primeiros minutos ou dias, depois elas viram rotina e, portanto, viram realidade. E novas realidades não são fáceis de aceitar.</p>
<p>Eu mesma sou exemplo áureo dessa situação. Em março passei no curso de medicina na <strong>gloriosa</strong> UNESP Botucatu, como morava em São Paulo deixei tudo para trás: Minha mãe, meus gatos, minha casa, meu conforto&#8230;. Para, de fato, cair em um mundo de cabeças decapitadas nas bancadas de laboratório, de contas a pagar, aluguel, relações humanas complexas, exigências, provas cabulosas que mostram em mim uma competência que talvez  eu não esteja preparada para ver.</p>
<p>Não que eu não ame minha faculdade. Nossa!!! Sou perdidamente apaixonada pelo meu curso, pelo conhecimento e por (quase) tudo que Botucatu representa. São seis anos de medicina, foram-se 6 meses e eu já estou pálida de saudade de tudo que passou e de tudo que ainda vai acontecer. Mas, o brilho passa&#8230; a novidade se vai&#8230; e antes o que era “nossa estou mexendo em órgãos!” vira&#8230;. “mew&#8230; cada língua, cada rim, cada estômago&#8230; cada víscera&#8230; embebida e misturada em formol nesse balde na minha frente&#8230;. foi uma pessoa”&#8230; Então eu engulo esse pensamento emocional e obvio e deixo ele em algum cantinho do estômago, porque a peça literalmente jaz sobre a bancada e eu tenho q estudar. Então todo mundo esconde esse pedacinho de si mesmo, e mira os demais com um olhar altivo para provar a própria força diante desse mundo novo&#8230; Para provar algo que não existe, mas precisamos acreditar.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-large wp-image-9833" title="Seu Zé, porteiro do meu prédio, prazer..." src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2009/07/human_skull-565x423.jpg" alt="human_skull" width="500" height="374" /></p>
<p>Eu fico frequentemente chocada com a incompetência, mas fico chocada com outras coisas também. Coisas banais&#8230; Outro dia abri a geladeira e lá haviam 3 mostardas iguais e em casa ninguém gosta muito de mostarda&#8230;. Hum&#8230; Porque? É no mínimo perturbador.</p>
<p>Muitas coisas me chocam. A ausência me choca, a presença me choca, o dia a dia me choca, a rotina me choca, um olhar, um gesto, um sentido, um sentimento, um caminho&#8230; Me choca. Tudo sempre parte de uma grande novidade&#8230; Antes brilhante e agora realidade. Mas&#8230; Chocada ou não, a gente se acostuma. Carrega o fardo e sobrevive. E com alguma sorte aprende alguma coisa e se torna um pouquinho menos incompetente.<br />
<h3>Quem sabe você se interesse em saber&#8230;</h3>
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<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/mundo-de-mandy-incompetencia/">[Mundo de Mandy] Incompetência</a>"</p>
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		<title>[M&amp;M] Santa Merda</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 11:30:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mestre Zen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entre os vestibulandos existe uma “síndrome”... A famigerada... OUTUBRITE.<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/mm-santa-merda/">[M&#038;M] Santa Merda</a>"</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os vestibulandos existe uma “síndrome”&#8230; A famigerada&#8230; OUTUBRITE. Esse mal assola os pobres vestibulandos levando-os a loucura no mês de outubro. Eu, infelizmente não sou exceção a regra e, portanto, estou sofrendo com a chaga.</p>
<p><span id="more-2491"></span></p>
<p>Segue o relato da última semana.</p>
<p>Segunda tive um ataque de choro durante um simulado de física.</p>
<p>Terça dormi praticamente o dia todo, depressão-mode *Activated*.</p>
<p>Quarta sai no meio da aula de matemática para não colapsar publicamente.</p>
<p>E&#8230; Detalhe&#8230; Melhor ainda foi terça a noite&#8230; Meu professor de física veio conversar comigo por MSN&#8230;</p>
<p>Prof: Oi, você ta melhor?</p>
<p>Mandy: Não, mas&#8230; To levando.</p>
<p>Prof: Você tem que fazer o seu possível e ficar tranqüila com isso.</p>
<p>Mandy: Blablablabla emocional&#8230; blábláblá BUÁÁÁÁÁ.</p>
<p>Prof: Talvez fosse o caso de você procurar ajuda profissional&#8230; Um terapeuta.</p>
<p>Mandy: Não muito obrigada, já enjoei desse lance de terapia.</p>
<p>Prof: Então&#8230; Sei lá&#8230; FAÇA SEXO. MUITO SEXO.</p>
<p style="text-align: center;"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="size-full wp-image-2492 aligncenter" title="Munch" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2008/10/in495-munch-bst-scream-18931.jpg" alt="Munch" width="400" height="509" /></p>
<p>Ok, vamos agora analisar o diálogo. Meu professor me tira dos meus estudos as 23:30 de uma terça-feria cinzenta pra dizer que eu tenho que ficar tranqüila e fazer meu possível e que a solução de todos os problemas se resume a sexo.</p>
<p>Meu professor de física me mandou fazer sexo!!!!</p>
<p>Minha vida sexual está em dia muito bem obrigada (meu namorado, entretanto, achou a sugestão do professor genial).</p>
<p>Depois de uma segunda feira em prantos de uma terça dorminhoca e muito terapêutica com as sugestões do meu professor de física e de uma quarta desistente tomei uma resolução! Hoje (quinta feira) vou sair de casa com a cabeça erguida!</p>
<p>Tenho que mudar minha postura!</p>
<p>Seguir o meu sonho! Afinal! Só eu posso fazer isso por mim mesma!</p>
<p>E lá foi a Mandy! Toda contente com ela mesma! Olhando o mundo sobre um novo ângulo! Deglutindo docemente todo e qualquer livro de auto-ajuda! Adiantada para pegar o ônibus (o que nunca acontece!). Responsável. Semi-magra! Sorrindo!</p>
<p>Eis que&#8230; De repente&#8230; Não mais do que de repente.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-2493" title="grito" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2008/10/grito1.jpg" alt="" width="350" height="467" /></p>
<p>SBLOSHT</p>
<p>Quem olha para frente, não olha para o chão&#8230;</p>
<p>Pisei em um gigantesco monte de merda!</p>
<p>Pior&#8230; NA FRENTE DA IGREJA.</p>
<p>O que me levou à algumas conclusões.</p>
<p>Primeira: não adianta querer ser feliz, alguém vai dar um jeito de cagar com a sua felicidade.</p>
<p>Segunda: deus é um SADICO filho da puta! Porque&#8230; Pisar na merda na frente da igreja depois de uma semana dessas&#8230; Ninguém merece!</p>
<p>Moral da história&#8230;. ?</p>
<p>Hum&#8230; Não&#8230; Eu prefiro que meus contos pessoais sejam amorais!!!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-2494" title="grito" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2008/10/grito2.jpg" alt="" width="352" height="288" /></p>
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		<item>
		<title>[M&amp;M] Era uma vez&#8230;</title>
		<link>http://www.zerooitocentos.org/era-uma-vez/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 20:43:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mandy</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mundo de Mandy]]></category>
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		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[Era uma vez]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo na minha vida parece um conto de fadas. Todos os romances. Todas as conclusões. Tudo me parece feito do mesmo sonho bêbado de Lewis Carroll.<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/era-uma-vez/">[M&#038;M] Era uma vez&#8230;</a>"</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1673" style="margin: 10px; float: left;;  float: left; padding: 4px; margin: 0 7px 2px 0;" title="Contos de Fadas" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2008/09/1857501_e3arf1-300x243.jpg" alt="Contos de Fadas" width="250" height="203" />Minha vida sempre pareceu permeada pelo “era uma vez”. Ontem fui ajudar minha mãe a escolher um colchão novo e comecei a papear com as vendedoras. Sim eu falo pelos cotovelos.<br />
E começamos a falar de homens. Claro. Junta um monte de mulher&#8230; e colchões..  PRATICAMENTE uma festa do pijama.</p>
<p>Sei que em algum momento uma delas falou “nossa! Mas você é muito nova para ter tantas histórias loucas assim”.<br />
Pois é&#8230; Minha vida realmente parece um conto de fadas. Não sei se sou “eu” que faço opções estranhas ou se é alguma aura cósmica que me persegue, mas é fato&#8230; Nada nunca é muito fácil ou muito direto no meu trajeto.<br />
As vezes é até exagerado.</p>
<p>Um dia estava eu esperando um amigo sentada na frente do MASP e lá veio um poeta falar comigo. Seu nome é Luiz, Luiz Antonio. Poeta independente. Meio velho e cabeludo. Perdido nos anos 70.<br />
Veio me pedir ajuda para lançar um livro, então resolvi tomar as dores do meu colega nas artes e dei a ele todos os trocados que tinha na bolsa. Pois bem ele partiu para angariar mais fundos&#8230; E eu fiquei sentada no mesmo lugar.</p>
<p>Dois minutos depois um gringo vem falar comigo. Era um Morman americano. Sim, ele veio tentar me catequizar. Enfim comecei a conversar em inglês no meio da paulista com o tal do morman e 5 minutos depois estou rodeada de outros mormans, que aparentemente acharam eu saber falar inglês algo mágico.<br />
Uma conversa bem regada a “Jesus cristo te salvará”, mas&#8230; Tudo bem. Foi interessante&#8230; E partiram para catequizar outras pessoas&#8230; Eu ainda no mesmo lugar.</p>
<p>E lá vem um mímico. Me estende a mão com uma flor e eu respondo “dei todo meu dinheiro para o poeta! Desculpa”</p>
<p style="text-align: center;"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-full wp-image-1671" title="marceau_marcel" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2008/09/marceau_marcel1.jpg" alt="" width="400" height="311" /></p>
<p>Pois bem&#8230; Eu estava sentada no museu de arte moderna falando a um mímico que havia dado meu dinheiro ao poeta&#8230; Enfim&#8230; Ainda assim ele me estendeu a flor com um grande sorriso no rosto.<br />
Meu amigo ligou. Eu então atravessei a rua. Cruzei com o poeta que me felicitou. E ao chegar do outro lado vejo um cara gatinho (sem camisa!) andando de bicicleta&#8230; Passou por mim&#8230; Parou a bicicleta&#8230; Desceu&#8230;<br />
“Ow! Você é muito linda!”</p>
<p>Subiu na bike e partiu.</p>
<p>Tudo na minha vida parece um conto de fadas. Todos os romances. Todas as conclusões. Tudo me parece feito do mesmo sonho bêbado de Lewis Carroll. Sinto viver constantemente presa dentro do meu próprio autismo… Onde coisas bizarras acontecem. E acreditem, realmente coisas muito bizarras passam pela minha cabeça.<br />
Era uma vez, entre nada e lugar nenhum, uma garotinha baixinha de cabelos longos. Perdeu-se na floresta ao voltar para casa… Mas pelo caminho encontrou um poeta, um homem bom e um mímico que a ajudaram a passar o tempo. Deu ainda de cara com o príncipe encantado no cavalo branco de duas rodas… Mas preferiu voltar para casa, pois já havia encontrado um caipira que tocava bandolim montado numa tartaruga.<br />
E essa menina… Ainda que presa em seu mundo autista, na maior parte das vezes… É feliz.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2008/09/princess-fiona-and-her-husband-shrek.jpg"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-full wp-image-1672" title="princess-fiona-and-her-husband-shrek" src="http://www.zerooitocentos.org/image/uploads/2008/09/princess-fiona-and-her-husband-shrek.jpg" alt="" width="400" height="250" /></a></p>
<h3>Quem sabe você se interesse em saber&#8230;</h3>
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		<title>[M&amp;M] Verdadezinha</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 19:42:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mandy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo de Mandy]]></category>
		<category><![CDATA[Mentira]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Verdade]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das características mais interessantes da vida é a sua mutabilidade.<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/verdadezinha/">[M&#038;M] Verdadezinha</a>"</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter" src="http://estrip.org/elmwood/users/paul/images/1105/magritte-rene-golconde-31006092245.jpg" alt="chuva" width="400" height="335" /></p>
<p>Uma das características mais interessantes da vida é a sua mutabilidade. Talvez essa seja a característica mais forte da minha&#8230; O clichezão “o mundo da voltas” pode até ser considerado meu lema. Eu me meto num  monte de robada, faço a coisa errada, mas no fim do dia&#8230; O que importa de verdade é que to aqui pra contar a história.</p>
<p>Tenho uma realidade paralela e autista. Na minha cabeça coisas estranhas acontecem aos fatos e, em alguns momentos, eu já não consigo distinguir o real e a criação. Alguém (muito sábio) uma vez me disse que se você acreditar de verdade numa mentira&#8230; Ela se torna a sua própria verdade.</p>
<p>Considero, então, a vida como minha criação própria. Entre as verdades e as mentiras conheço apenas minhas crenças. Uma crença cética em mim mesma. Às vezes eu acredito em deus&#8230; Na maior parte do tempo&#8230; Não.<br />
Às vezes eu quero ter a vida exemplar. A maior parte do tempo&#8230; Não faço nada de exemplar. Mas se eu me pinto assim&#8230; Porque não ser um quadro exemplar para meus próprios moldes?</p>
<p>Não tenho moldes a maior parte do tempo.</p>
<p>Mas é bom, de fato, se espalhar por ae.</p>
<p style="text-align: center;"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter" src="http://www.scottzagar.com/arthistory/images_gallery/magritte,%20rene%20-%20collective%20invention_756_t.jpg" alt="peixe" width="400" height="253" /></p>
<p>Ultimamente tenho pensado muito na continuação da &#8220;própria vida&#8221;. Fim do ano presto medicina pela terceira vez &#8211; sim&#8230; sim&#8230; AGORA VAI, ao melhor estilo sou brasileira e não desisto nunca. (Propaganda fascita de merda&#8230;)</p>
<p>E depois de uma longa pausa as coisas parecem estar se encaminhando&#8230; Engraçado, no meu mundo autista o encaminhar tende a ser sempre o mesmo. Teimosia. Mais uma das minhas agradáveis facetas.<br />
Tive três namorados e algumas paixões intermediárias. Vivi então uma porção de vidas, uma porção de futuros, todas minhas mentiras-verdades. Foram inúmeros filhos diferentes, de nomes mudados caras trocas. Cachorro, casa na praia, férias na Europa, lua de mel na índia. Cunhados, cunhadas. Sogra chata. Problemas de família.</p>
<p>Tudo parte de um futuro inexistente.</p>
<p>O grande problema do fim de um relacionamento é justamente abdicar dessa vida criada no íntimo. Lançar minhas verdades ao maldito vento. Perceber que eu minto para ser feliz. Mas&#8230; Quem não mente? Talvez eu apenas minta mais. Ou acredite mais. Talvez não.</p>
<p>O ponto é que a gente aprende com isso. Ou pelo menos acha que aprende. Falar desse tipo de futuro esteve durante uns bons 3 ou 4 anos fora da minha realidade. Frases como “você é o homem da minha vida” hoje se resumem ao meu avô.</p>
<p style="text-align: center;"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter" src="http://keynes.scuole.bo.it/ipertesti/arte_cinema/opera3magritte.jpg" alt="amantes" width="400" height="290" /></p>
<p>Umas coisas a gente aprende. Outras acha que aprende. Eis que me vejo de novo falando sobre futuro e construindo filhos, casas e cães.</p>
<p>Mentido.</p>
<p>Minto, hoje, com um pouco mais de magoa. Com mais medo. Com algum ressentimento; de enganar, de estar sendo enganada.</p>
<p>Não queria amar esses filhos, mas já os amo. Amo ainda mais do que os outros, pois esses fazem parte do meu presente&#8230; Quem vive de passado é museu. Amo ainda todos os outros filhos, mas amo apenas o que eles representaram. Amo perdidamente todos os meus filhos inexistentes. Mentindo pra mim mesma vou construindo minha verdade. Preciso arriscar&#8230; Porque&#8230; Porque&#8230; Eu sou teimosa!</p>
<p>E tenho que ser teimosa! Delinear o que eu acredito e a distância entre mentira e sonho é algo incalculável.</p>
<p>Então a gente sonha, mente, faz e acontece&#8230; O necessário para ser feliz, ou se sentir feliz. Duas coisas completamente diferentes.</p>
<p>Minto, minto, minto mesmo! E vou continuar mentido&#8230; Porque&#8230; Quem sabe&#8230; Se eu acreditar de verdade essa vez&#8230; A mentira enfim não vira a tal da &#8220;própria verdade&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter" src="http://www.latal.de/char/magritte.jpg" alt="maça" width="565" height="348" /></p>
<p>obs: todas as imagens são do GENIAL René Magritte.<br />
<h3>Quem sabe você se interesse em saber&#8230;</h3>
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<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/verdadezinha/">[M&#038;M] Verdadezinha</a>"</p>
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		<item>
		<title>[M &amp; M] É PROIBIDO PROIBIR! (Principalmente os ridículos!)</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 15:11:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mandy</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mundo de Mandy]]></category>
		<category><![CDATA[Proibido]]></category>
		<category><![CDATA[proibir]]></category>
		<category><![CDATA[ridículo]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui estou após uma semana surreal para falar um pouco sobre liberdade. Não vou me ater à filosofia e política, e sim a simplicidade do conceito de liberdade.<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/m-m-e-proibido-proibir-principalmente-os-ridiculos/">[M &#038; M] É PROIBIDO PROIBIR! (Principalmente os ridículos!)</a>"</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi! Aqui estou após uma semana surreal para falar um pouco sobre liberdade. Não vou me ater à filosofia e política, e sim a simplicidade do conceito de liberdade.</p>
<p>A beleza de ser livre está no poder de escolha, quando podemos optar pelo melhor, ou suposto melhor, caminho, somos livres. Enquanto pudermos escrever, gritar, pintar e ser o que quisermos: somos livres.<br />
Por mais que o sistema escravize e que a vida nos conduza a becos imundos, somos livres para destruir os muros. De forma mais simplificada queria dizer que essa coluna é minha (olha lá em cima, meu nome ta lá!) E como pessoa liberta que sou tenho o direto de dizer o que quero sem pedir autorização.<br />
ABAIXO A CENSURA!</p>
<p style="text-align: center;"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter" src="http://www.arnaldorabelo.com.br/images/censura_banner.jpg" alt="burra" width="180" height="155" /></p>
<p style="text-align: left;">Olha bem pra minha cara e vê se eu sobreviveria em tempos de ditadura! O motivo da revolta? Nenhum! Minha revolta é mutante e interior! Sou a favor da revolução permanente, do riso eterno, do prazer ilimitado de quem não aceita os limites.</p>
<p style="text-align: left;">Há duas semanas atrás postei “Carta a um cretino”, e alguém tomou as dores do “querido X”, pois não pode entender o humor GENÉRICO daquela carta e, indignado, me ligou na madrugada de uma quinta feira me chamando de ridícula.</p>
<p style="text-align: left;">Olha eu não tinha necessidade nenhuma de trazer isso a público, mas dessa vez vou fazer isso pra irritar! Pois tudo que causa revolta deve ser intimamente cativado e se aquilo te tirou da inércia talvez isso te puxe ainda mais dela, ou melhor ainda&#8230; Te devolva ao teu lugar de origem.<br />
Tira o mundo do umbigo, se olha no espelho e tenta enxergar a sua própria pequeneza! E isso serve pra todos&#8230; Engolir o mundo e carregá-lo na barriga é pesado demais e ninguém aqui deveria ter complexo de Atlas.</p>
<p style="text-align: center;"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter" src="http://www.memoriassubsolo.blogger.com.br/algemas2.jpg" alt="algemas" width="320" height="290" /></p>
<p style="text-align: left;">Tira do peito o peso morto e seja você!</p>
<p style="text-align: left;">Não tenha medo de dizer o que pensa! Mas tenha coragem de ouvir a resposta que te aguarda. Assuma seus próprios erros, mas invariavelmente seja você.</p>
<p style="text-align: left;">E se a carapuça do que escrevo te serve fico feliz de ver que a veste com gosto!</p>
<p style="text-align: left;">E grite aos quatro ventos que sou ridícula, sabe por quê!? Porque eu sou MESMO ridícula.<br />
Sonho e sou ridícula.Tenho sonhos de homens ridículos e defendo tudo que é ridículo! Porque sou livre para lutar pelo que acredito! Ridiculamente&#8230; É claro.</p>
<p style="text-align: left;">Se você tem a profundidade de uma colher de chá&#8230; O problema é seu! E se um dia você, enfim, conseguir livrar os pulsos desses grilhões moralistas dogmáticos&#8230; Conseguir subverter seus valores toscos e burgueses&#8230;  Talvez, (e apenas talvez) deixe de sair da tua boca o mugido trivial tão óbvio a Nietzsche e tão estranho a maioria dos homens&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">E assim termino meu raciocínio. Convidando solenemente você, e todos os outros dogmáticos, ao caminho cético e caótico da liberdade, para que possamos todos, então e enfim, sermos ridículos juntos!</p>
<p style="text-align: center;"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter" src="http://mondointerativo.files.wordpress.com/2007/09/queda.jpg" alt="queda" width="500" height="394" /></p>
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		<title>[M&amp;M] Procura-se&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jun 2008 03:30:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mandy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo de Mandy]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna]]></category>

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		<description><![CDATA[Acordo. Está frio. Fico puta. Olho pela janela. Está chovendo. E então eu fico muito puta.<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/mm-procura-se/">[M&#038;M] Procura-se&#8230;</a>"</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acordo. Est&aacute; frio. Fico puta. Olho pela janela. Est&aacute; chovendo. E ent&atilde;o eu fico muito puta. Dois tipos de dia me deixam puta, os dias frio e chuvosos e os ensolarados e lindos.</p>
<p>Motivos diferentes. Dias chuvosos avacalham com a vida, molha minha meia, a barra da minha cal&ccedil;a, zoa o tr&acirc;nsito, deixa as tarefas mais simples algo quase imposs&iacute;vel de ser realizado pela boa vontade. Dias lindos de sol s&oacute; acontecem quando eu estou em aula de matem&aacute;tica ou fazendo simulado&#8230; O que me leva a uma &uacute;nica conclus&atilde;o l&oacute;gica: deus definitivamente &eacute; s&aacute;dico com os vestibulandos.</p>
<p>Ali&aacute;s, vestibulando &eacute; coisa, n&atilde;o &eacute; gente.</p>
<p>Uma vez durante o banho comecei a deduzir uma f&oacute;rmula, rabiscando com o dedo no vidro molhado e muito tempo se foi at&eacute; me dar conta da loucura. O fim do meu namoro ent&atilde;o beirou o absurdo! Eu fazia sexo pensando no problema de qu&iacute;mica que n&atilde;o tinha conseguido resolver, (e sim a resolu&ccedil;&atilde;o daquilo era o &uacute;nico orgasmo que eu tinha&#8230; ).</p>
<p>Agora sem namorado, sem tempo pra sair para conhecer gente nova, sem banho (mentira! Banho eu continuo tomando! Juro!) &eacute; cada vez mais dif&iacute;cil n&atilde;o ceder ao irresist&iacute;vel, ao pecaminoso, ao tes&atilde;o delicioso que &eacute;&#8230; Aquela barra de chocolate que fica escondida dentro do meu arm&aacute;rio.</p>
<p>Escondo chocolate por dois motivos, primeiro porque se eu deixar ai por cima minha m&atilde;e come tudo, segundo porque de alguma forma obscura se ningu&eacute;m sabe que voc&ecirc; est&aacute; comendo porcaria ela tem metade das calorias! Ou pelo menos devia ser assim&#8230;</p>
<p>O fato &eacute; que minha depress&atilde;o e meu regime nunca foram apresentados. Nem formal nem informalmente, n&atilde;o se conhecem e n&atilde;o pretendem se conhecer, e ainda assim se odeiam mortalmente.</p>
<p>A car&ecirc;ncia entra por uma janela o regime vaza por debaixo da porta.</p>
<p>E aqui continua a teoria da conspira&ccedil;&atilde;o divina:</p>
<p>Vestibulando n&atilde;o tem tempo pra conhecer gente nova ent&atilde;o fica sozinho e se deprime.</p>
<p>Como n&atilde;o tem as endorfinas &ldquo;naturais&rdquo; acaba ficando mais depr&ecirc; e come chocolate.</p>
<p>Comer chocolate engorda e se ver gorda deprime e te faz comer mais chocolate (dessa vez melancolicamente)</p>
<p>Estando gorda e deprimida n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel encontrar um cara pra ajudar a melhorar o humor&#8230; Vestibulando n&atilde;o tem tempo de sair pra ca&ccedil;ar e &eacute; foda obter sucesso estando gorda que nem um hipop&oacute;tamo e peluda como a macaca chita.</p>
<p>Agora eu colocaria algo do tipo &ldquo;moral da hist&oacute;ria&rdquo;, mas isso n&atilde;o &eacute; hist&oacute;ria e eu detesto moralismos&#8230; Ent&atilde;o vou acabar a coluna implorando alguma coisa (para finalizar com chave de ouro o texto-depressao-fossa), por favor!! Se algu&eacute;m vir meu regime por ae mande-o voltar pra casa com URG&Ecirc;NCIA!</p>
<p>Ele atende pelo nome de &ldquo;filho da puta&rdquo;, &eacute; meio mal humorado e eu o odeio profundamente, mas mesmo assim recompenso bem quem conseguir traz&ecirc;-lo de volta!</p>
<p>Desde j&aacute; obrigada!!! Meu bom humor e minha sanidade mental agradecem!!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><object width="425" height="344"><param value="http://www.youtube.com/v/kujWSIFoe94&amp;hl=en" name="movie" /><embed width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/kujWSIFoe94&amp;hl=en"></embed></object></p>
<h3>Quem sabe você se interesse em saber&#8230;</h3>
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		</item>
		<item>
		<title>[M &amp; M] Carta a um Cretino</title>
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		<pubDate>Fri, 09 May 2008 04:53:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mandy</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<h5>São Paulo 9 de maio de 2008</h5>
<h5>Querido X,</h5>
<h5>Através dessa carta, pretendo expressar os meus mais profundos sentimentos ocultos a respeito do nosso (ex) relacionamento. Penso que escrevendo organizo melhor minhas idéias&#8230; Além do que isso se torna um documento oficial provando que eu REALMENTE falei e você pode reler quantas vezes precisar pra entender.</h5>
<h5>Vou usar e abusar de toda sinceridade.</h5>
<h5>Detesto brigar contigo. Por mais que você não consiga acreditar eu não passo noites em claro imaginando formas cruéis de causar com a sua vida te torturando com discussões intermináveis. Sabe por incrível que pareça eu tenho mais o que fazer&#8230;</h5>
<h5>Eu não estou de julgando, xingando ou sendo louca (seu adjetivo preferido). Estou expondo idéias da forma mais lógica possível para facilitar seu entendimento. Pensei em fazer um esquema com setas, mas educação artística tá fora da minha alçada.</h5>
<h5>Olha eu detesto quando você começa com cara feia, isso pra mim é fome, se não é fome&#8230; Marque uma consulta com o Pitangui. Quando tiver um problema pare de bufar, você pode não lembrar disso com freqüência, mas SIM na sua garganta existem cordas vocais que servem para falar.</h5>
<h5>Reforçando FALAR e não é necessariamente GRITAR.</h5>
<h5>Eu disse falar! E não ficar xingando todas as gerações da minha família!</h5>
<h5>Mais uma vez eu disse falar! E não proferir respostas toscas e agressivas que não tem nada a ver com o assunto. Lembrando que falar também pode ser diferente de relembrar aquela nossa primeira briga a dois anos atrás.</h5>
<h5>Agora o momento de revelações, sim eu já fui para a cama com outras pessoas e você sabe disso, mas elas estão NO PASSADO e vão ficar lá! Se eu quisesse estar com eles eu não estaria com você. Também não cabe eu ficar comparando seu desempenho sexual com o dos outros. Frases como “tenho certeza que essa foi a melhor vez da sua vida” além de prepotentes são absolutamente retóricas.</h5>
<h5>Assim como todas as suas variáveis, entre minhas favoritas: “você nunca vai achar alguém tão foda quanto eu” e “desse jeito você vai me perder”. Já te ocorreu que (alow!) você pode não ser TAO foda e que talvez, assim só talvez quem sabe, você pode me perder?!</h5>
<h5>Mas são só idéias, coisinhas para você pensar no seu pouco tempo livre que não pode ser ocupado comigo, mas existe para encher a cara com aquele seu amigo gordo, ridículo e burro que por algum motivo alienígena você resolveu idolatrar.</h5>
<h5>Olha, qualquer problema com o entendimento ou vocabulário da carta sinta-se a vontade para usar um dicionário, tudo bem, eu não acho você ridículo só porque seu cérebro não faz jus ao seu polegar opositor.</h5>
<h5>Eu poderia ficar mais 2 ou 3 dias aqui expondo educadamente o que eu acho da sua petulância, mas é mais fácil mandar você se fuder.</h5>
<h5>Então&#8230; Vai se fuder.</h5>
<h5>Carinho e Muitos Beijos</h5>
<h5>De todas as mulheres do mundo.</h5>
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<h3>Quem sabe você se interesse em saber&#8230;</h3>
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		<title>[M &amp; M] Ame! Basta Adicionar Água&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 23:48:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mandy</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<h5>Passei boa parte da adolescência namorando e acompanhando os dramas das minhas amigas que, aos 15 anos, se debulhavam em lágrimas:</h5>
<h5>“Perdi o amor da minha vida, nunca mais vou namorar de novo.”</h5>
<h5>Não que eu nunca tenha feito drama, fiz sim, e bastante já. Disse, também, pros meus dois primeiros namorados “você é o homem da minha vida e agente vai ficar junto pra sempre!” E mais todas aquelas baboseiras&#8230; Dei nome pros filhos, pro cachorro e combinei a lua de mel&#8230;</h5>
<h5>No primeiro namoro eu tinha 16 anos, no segundo eu teimei e simplesmente quis acreditar que podia ser pra sempre. Serio mesmo&#8230;. Para sempre só filho cicatriz e tatuagem. (Isso porque agora é possível remover tatoo com laser, fazer cirurgia plástica pra sumir com as cicatrizes e tem gente até jogando filho pela janela.)</h5>
<h5>Com o tempo você descobre que “eu te amo” acaba virando bom dia e, portanto, deve ser comido junto com o café da manhã. Mistura no leite e mexe bem, que vai acabar descobrindo que esse tipo de amor é solúvel. Passa manteiga joga na bisnaguinha seven boys e manda ver pra lembrar que esse é o melhor e mais nostálgico amor que se pode ter.</h5>
<h5>Ainda escuto de algumas amigas mais bestas ou de amigos sentimentalóides que “amam”, adoram e preciiiiiiiisam daquela pessoa que conheceram semana passada. Então o cretino some e reaparece casado e a vadia volta com o ex-namorado.</h5>
<h5>Mas tudo bem, porque é uma semana para afogar as mágoas e mais uma para se apaixonar de novo. &#8220;Dessa vez eu tenho certeza! É o homem da minha vida!&#8221;</h5>
<h5>Não vou mentir, ainda quero acreditar no príncipe encantado do cavalo branco, mesmo sabendo que tudo que apareceu pra mim é mais parecido com um caipira montando numa tartaruga tocando bandolim.</h5>
<h5>Eu te amo, com o mesmo tempo, acaba virando “desculpa”, “por favor” e “obrigada”, então amar alguém quase se torna uma questão de educação. Ainda espero o dia que alguém vai pisar no meu pé no ônibus olhar pra mim e dizer: “eu te amo”&#8230; Tudo bem, não tem problema não! Esse sapato já é velho e o pé bem calejado!!</h5>
<h5>E é quase por isso que agente acaba amando aquela tia caquetica que tem mau hálito, ou aquele primo meio velho e barrigudo que sempre te pergunta quando você vai levar umas amiguinhas pra ele conhecer.</h5>
<h5>Não importa bem como ou porque, mas a gente ama e muitas vezes nem sabe porque ama e esquece porque começou a amar.</h5>
<h5>Eu te amo pode passar de uma declaração a uma simples resposta;</h5>
<h5>Eu te amo como qualquer outro acessório está sujeito a desgaste, mau uso e pode ficar fora de moda.</h5>
<h5>Mas amamos mesmo assim, amamos porque bom dia é uma delícia e todo mundo gosta de educação, amamos a peça velha de roupa que nunca entrou na moda, amamos porque precisamos amar e porque viver sem amar é estupidamente difícil.</h5>
<h5>Ame! Com ironia ou sem! Com gosto ou não! Porque nem tudo precisa dar certo&#8230; Mas para dar certo antes de tudo é preciso acontecer!</h5>
<h5>Ame metades ou inteiros, mas ame! Para isso, basta adicionar água!</h5>
<h5>(Nota mental: preciso começar a escutar meus próprios conselhos!)</h5>
<h5></h5>
<h3>Não tem nada parecido com isso agora!</h3>
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		<title>[M &amp; M] Senhoras e senhores membros do juri!</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 23:13:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mandy</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Oi! Meu nome é Amanda. Mas só minha mãe, quando tá puta da vida, me chama assim. Tenho dois sobrenomes, mas só costumo usar o primeiro, que alias é nome próprio e todo mundo acha esquisito. Não importa. Me chama então de&#8230;. Amandinha, Dinha, Cous, Deco ou de Mandy que é menos caótico. Mas foda-se&#8230; [...]<p>Leia tudo sobre "<a href="http://www.zerooitocentos.org/m-m-senhoras-e-senhores-membros-do-juri/">[M &#038; M] Senhoras e senhores membros do juri!</a>"</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<h5>Oi! Meu nome é Amanda. Mas só minha mãe, quando tá puta da vida, me chama assim. Tenho dois sobrenomes, mas só costumo usar o primeiro, que alias é nome próprio e todo mundo acha esquisito. Não importa.</h5>
<h5>Me chama então de&#8230;. Amandinha, Dinha, Cous, Deco ou de Mandy que é menos caótico. Mas foda-se&#8230; Pode me chamar de minha nega também que no mínimo ia ser original e engraçado.</h5>
<p><span id="more-224"></span></p>
<h5>Que mais&#8230; Hum&#8230; Eu tenho 1,53 e meio (sim! E meio!) de altura e o cabelo comprido demais. Sou hiperativa e preguiçosa, verborrágica e quietona, implicante e sossegada, desencanada e stressada, simples e extremamente complicada Tudo depende da fase da lua da inclinação do vento e das bobeiras astrológicas.</h5>
<h5>Já ouvi de muita gente que eu devia fazer a propaganda do bombril, tudo bem que eu (definitivamente) não faria tanto sucesso quanto o Gianecchini cantando, mas mesmo assim sou mil e uma utilidades.</h5>
<h5>Fui atleta boa parte da vida hoje me resumo a nerdisse vestibulanda bossal que me coisificou. Fiz também muitos anos de Teatro e alguns de piano. Nesse meio tempo eu escrevi um livro que não publiquei (tretas com editora) e desisti de ser escritora pra ser médica, o que por si só é uma longa história.</h5>
<h5>Gosto de chocolate (sim! Eu sou mulher), de gatos, da cor vermelha e de coca-light, mas estou numa fase Guaraná, e só se for Antártica. Conheço muita gente, mas tenho poucos amigos (a maioria homens) e sou perdidamente apaixonada por todos eles.</h5>
<h5>Aprendi que namorados (rolos, casos, peguetes&#8230;) vem e vão e que é mais fácil fazer dos seus amigos família do que da família seus amigos.</h5>
<h5>Minha mãe é doida, mas meu pai é pior. Minha irmã se apaixona demais, então eu resolvi não me apaixonar tanto. Os outros irmãos também não são um exemplo de sanidade&#8230; Mas&#8230; Quem é?</h5>
<h5>Aprendi ao longo do tempo que tudo depende de como você vê as coisas, mas odeio as pessoas que me falam para “olhar pelo lado positivo”. Odeio muita coisa. Odeio as pessoas naturalmente magras! Juro que tenho vontade de agredir todas elas violentamente&#8230;</h5>
<h5>Então sou eu! Toda assim meio e assada, completamente cozida e um pouquinho complicada&#8230; Presa num caos interno hilariante.</h5>
<h5>Textos de apresentação são engraçados, porque falam muito e acabam não dizendo nada. Mas, tudo bem&#8230; A gente tem que começar de algum lugar. Acho que agora eu deveria falar “o que você deve esperar dessa coluna”&#8230;</h5>
<h5>Poutz! Não espere nada! Niilismos aparte, gosto de pensar que o caos é uma caixinha de surpresas.</h5>
<h5>Então&#8230; Me apego ao que não importa.</h5>
<h5>Oi!!! Meu nome é Mandy!!!</h5>
<h3>Não tem nada parecido com isso agora!</h3>
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