Campus Party 2010 – Balanço Geral
Depois de ler alguns posts e com 1 semana de atraso, venho fazer o balanço geral, após contar algumas histórias para amigos e ver a opinião de alguns sábios pensadores. A Campus Party 2010 para mim foi total sucesso. Sim, vou contrariar todos os críticos de plantão, os P.I.M.BAs (Pseudo-Intelectuais Metidos a B**tAs) e até algumas pessoas as quais respeito seus argumentos, para dizer que foi um completo e absoluto sucesso. Digo isso não apenas por mim, mas por alguns frequentadores maravilhados tanto quanto eu.
Sim, foi uma orgia publicitária. Com certeza houve muito mais poluição auditiva do que o necessário. O autismo digital estava presente, obviamente por conta da conexão de 10Gb de velocidade fornecida pela (empresa removida para não fazer propaganda gratuida ;]). Mas, o mais importante veio a tona e estava lá para quem estava interessado. Contantos e networking não faltou. Ouvi uma ou outra reclamação de que as pessoas estavam mais preocupadas em baixar coisas do que tudo. Baixei sim algumas temporadas de séries que provavelmente nunca vou assistir, mas das mais de 100 horas “quase” ininterruptas que passei no evento, não devo ter gastado mais do que 1 hora procurando downloads e pouco mais do que umas 5 com facebook e similares. Diria que foi um saldo interessante e nem de longe fui o único a fazer isso.
A área CP Labs criou coisas maravilhosas e programadores tiveram seu espaço. Os ativistas do Software Livre puderam conscientizar algumas mentes e bater de frente com a Microsoft que distribuia licenças vitalícias gratuitamente para conquistar novos seguidores. BarCamp conseguiu fazer discussões pequenas, mas também apresentar candidatos interessantes para as eleições, como Marina Silva, que abriu muito espaço para perguntas e se misturou um pouco mais aos campuseiros. A galera de Games/Simulação foi responsável por boa parte da confraternização ao redor dos jogos e Rock Band, além do pessoal de Modding que agitou todas as madrugadas, movidos a Red Bull e muuuuuuuuita gritaria. Ninguém na hora da algazarra imaginou que hoje estaríamos sentindo falta daquele barulho na madrugada. De madrugada o movimento “etílico” se reuniu no estacionamento com seus isopores para beber a vontade.
Contatos foram feitos. Conheci ídolos bloguísticos e perdi a chance de conhecer muitos outros por pura timidez desantenção. A área de blogs realmente teve seus altos e baixos, mas com altos tão altos que nem vi os baixos, ou sequer lembro dos mesmos. A experiência de acampar lá foi bem mais higiênica e divertida do que meus predecessores goianos tiveram a oportunidade de experimentar. Fiz amigos até na fila para credenciamento das barracas. Aliás, fiz bons conhecidos e ampliei minha limitada mas confiável rede de amigos em alguns números graúdos, em relação aos últimos anos. Pessoas. Party. Movimento. Camp… Palavras que fizeram justiça ao evento.
10.000 visitantes, sendo 3.877 pessoas acampadas, conectados a 40.000 metros de cabos de rede e que utilizaram mais de 50.000 metros de papel higiênico. 10Giga de conexão é fichinha perto desses números bem mais “humanos”.
Quem esteve lá, acampou e soube procurar o que era divertido conhecendo pessoas do evento… me dêem um “OOOOOoooooooooah”







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