25 de junho de 2010 às 17:25

Brasil 0 x 0 Portugal: Jogo nulo… para alguns

Muitas pessoas ignoraram o jogo dessa Sexta-feira, acreditando que, pelo Brasil estar classificado para as oitavas de final da Copa do Mundo 2010, seria praticamente um jogo amistoso contra Portugal. Longe disso. Esse foi provavelmente o jogo mais importante do Brasil na Copa. A vitória ou não desse jogo definiria quem o Brasil enfrentaria, principalmente nas finais e semi-finais. Caso perdesse, correria um sério perigo de pegar times como Alemanha, Gana, Inglaterra ou Argentina. Caso empatasse ou ganhasse, já pegaria times como Coréia do Sul, Estados Unidos e outros meia-boca que não me vem a memória agora. Dito isso, estava armada a confusão.

A partida começa bem, com Portugal vindo com tudo pra cima e o Brasil em uma retranca histórica. O começo do jogo diz que tinha tudo para vingar. Infelizmente, no de correr do primeiro tempo, o campo de futebol começou a parecer mais um octagono do vale-tudo do que uma partida de Copa do Mundo. Ao contrário da arbitragem anterior para o jogo do Brasil, dessa vez o árbitro escolheu dar 7 cartões amarelos apenas no primeiro tempo, deixando ambos os times penduradíssimos para as partidas de oitavas de final.  O técnico boca suja anti-Globo, Dunga, quase teve um derrame a beira de campo, mas foi relapso para notar a deficiência do ataque brasileiro pela lateral direita, insistindo no erro. Sua decisão mais louvável e extremamente acertada foi de tirar Felipe Neto, que estava se estranhando com outro jogador de Portugal, evitando repetir o erro que teria cometido com Kaká. No jogo anterior, ele teria evitado tirar Kaká por aconselhamento da equipe técnica e acabou se arrependendo. A desculpa da troca dessa vez foi uma possível lesão no tornozelo… mas, quem sabe?

Segundo tempo chega com o Brasil levando forte pressão, mas nada de sair do 0 x 0. Em certo ponto, com menos agressividade e mais cansaço, Portugal aparenta desistir do jogo e a “pelada” estava formada. Nosso destemido técnico fanfarrão troca alguns jogadores, mas mostra pouca mudança na moral do time. O jogo se arrasta na segunda metade e a torcida do lado de cá do Atlântico fica desmotivada. Apenas algo pareceu levantar o espírito, a dedicação do goleiro Julio César e o trabalho em dobro do zagueiro Lúcio. Lúcio jogou duas posições praticamente, a zaga e meio de campo. Inclusive armando boas jogadas e ameaçando a gol com cabeçadas, coisa rara no time brasileiro. Definitivamente o jogador da partida e reconhecido pela imprensa por isso.

Jogo termina no empate sem gols e deixa a torcida temerosa para o próximo jogo. Não obstante, ainda é motivo para comemorar, pois seja com goleada ou com um jogo “nulo” para boa parte da seleção – que não mostrou empenho – o Brasil está classificado em primeiro lugar e isso é uma conquista e tanto. Agora, que venha o nosso próximo adversário: Chile.

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