3 de janeiro de 2009 às 10:00

Bolt: Supercão [Crítica]

Bolt

Bolt

Você é meu bom menino… :cwy:

Depois de muitas reviravoltas na produção, ter que suceder em animação o fodáximo Wall-E e levar uma surra de Crepúsculo na sua estréia americana, chega aos cinemas brasileiros o filme do cachorro semi-esquizofrênico que é capaz de conquistar corações. Afinal, ninguém sabe brincar com sentimentos dos espectadores como a Disney, convenhamos.

Em Bolt: Supercão, somos apresentados ao cachorro do título que adotado quando pequeno bebê cresce para se tornar estrela de um show de TV ao lado de sua dona, Penny. A grande sacada é que todo o programa é feito para que o cachorro acredite que está fazendo tudo que o programa propõe e que ele é realmente um “Supercão”. Através de uma série de eventos acidentais, Bolt se vê perdido e do outro lado do país. Ele é forçado a começar uam jornada inacreditável como um cachorro normal e sem “super poderes” para reencontrar sua dona. No processo ele “sequestra” a gata de rua Mittens e consegue o apoio de seu fã incondicional, Rhino.

bolt1.jpg

A produção foi assinada por  John Lasseter, responsável por vários dos últimos grandes sucessos da Disney e da Pixar, em conjunto e separadamente. Com diretores ficaram os inexperientes em direção Byron Howard e Chris Williams. Já na dublagem, não fizeram feio nem no original e nem na versão brazuca. John Travolta e Miley Cyrus foram os famosos da vez, nas vozes de Bolt e Penny respectivamente. Foram os desconhecidos que deram um show muito maior do que os famosos. Palmas para Susie Essman dublando a sarcástica Mittens e Mark Walton como Rhino. Ainda vários outros nomes pouco mais conhecidos fizeram suas participações, como Malcolm McDowell no papel do vilão do programa de TV.

Na versão brasileira, tivemos os hilários Leandro Hassum emprestando a voz para Rhino e Maria Clara Gueiros fazendo a gatinha Mittens. Além deles, Mário Jorge Andrade dubla Bolt e Bruna Laynes faz Penny. Tudo sob a direção de Garcia Jr. que é diretor de criação da Disney Character Voices International, Inc..

Dubladores famosos de Rhino e Mittens

Da animação como um todo, acho que foi surpreendente em vários níveis. Primeiro que a Disney preferiu por maneirar na parte cômica e caprichar mais no melodrama. Eles realmente estavam se esforçando ao máximo para tirar umas lágrimas dos espectadores. Não é um trabalho tão difícil também, visto que usaram o animal mais carismático do planeta como personagem principal. Da primeira cena de Bolt infante até os momentos mais dramáticos próximos do final, fica claro que estavam forçando para nos fazer soltar aquele “oooouuunnn”. As vezes forçaram até demais, mas nada reprovável. Definitivamente Bolt é um filme para os amantes de cães, do começo ao fim, ainda com as piadinhas sobre gatos e tudo mais.

boltpic4.jpg

Talvez o ponto alto da história, seja o ponto alto de grande parte dos filmes da Disney, a elaboração em torno do conceito de uma verdadeira amizade. Onde não interessa se são gatos, cachorros, hamsters ou o bichinho de estimação de sua preferência, mas sim o sentimento que há por detrás da amizade descoberta entre eles. De toda forma, tem animações e animações no cinema. Essa é uma que vale a pena dar uma olhada. Não consegue realmente superar os extremamente superiores Wall-E ou Kung Fu Panda, mas é um bom entretenimento e definitivamente vale o ingresso, especialmente se tiver crianças com você. Leve os filhos, sobrinhos, irmãozinho daquela gostosa que tá querendo pegar… pois é divertimento para toda a família. Definitivamente recomendamos Bolt para umas leves risadas e talvez algumas lágrimas, especialmente se teve, tem ou quer ter um cãozinho. ;]

.

Crítica