[Bloguevista] Guilherme Nascimento Valadares do Papo de Homem
As garotas o adoram, os homens o invejam. Um misto de Roberto Justus e Hugh Heffner com muito menos rugas. Nosso entrevistado da semana é criador de uma verdadeira revista eletrônica que conta com mais de 50 colaboradores. Apesar dessa entrevista ser pré-Campus Party, acredito que pouco mudou e o charme e malomolência de nosso prezado blogueiro continua o mesmo.
O entrevistado dessa semana é Guilherme Nascimento Valadares, criador e editor chefe do Papo de Homem, uma das revistas eletrônicas voltadas para o universo masculino mais bem conceituadas das “interwebs”. Tão boa que eu tenho que admitir que possuo uma cópia do livro extraído a partir do blog. Conversando sobre mídias sociais, o sexo oposto, a própria definição do que é ser blogueiro e situações inusitadas relacionadas ao PdH. Enjoy, garotada.
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0800: O Papo de Homem é uma criação conjunta? Ele tem outros fundadores, né?
O Papo de Homem foi uma ideia minha. Mas fundado a partir de outros fóruns que mantive online, não lucrativos. Por meio deles fiz bons amigos, cada um em um canto do Brasil, que acabaram sendo os primeiros autores. Fundador mesmo, a bagaça teve um. Inspiração, bebeu de várias fontes.
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0800: O formato “magazine/revista” do Papo de Homem, você acha que descaracteriza ele como blog ou é apenas um formato diferente da maioria?
Diferente. Sempre quis que ele fosse um híbrido. Como blog, ele pode entrar “nas panelas”, e graças a isso teve um grande crescimento e o lado de ser magazine vem por alguns fatores…
1. Ser coletivo
2. Querer se descaracterizar, em alguma medida, do “ser blog”
Blog era a modinha, o hype, e carregava – na verdade ainda carrega – uma série de significados pejorativos que acabam dificultando fechar certos negócios maiores e melhores. E como o Papo de Homem sempre foi, acima de tudo, uma construção de marca, fazia total sentido procurar um formato próprio magazine/blog. O melhor de cada um dos mundos. Vencedores do BlogBooks têm escrito na lombada dos respectivos: “Livro do Blog XPTO”
O nosso é: “Livro da Lifestyle Magazine PapodeHomem.”
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0800: Falando em negócios maiores e melhores, você trabalha com outras coisas além do blog, né?
Então, essa dicotomia exagerada offline/online que saem pregando por aí, como se fosse alguma disputa highlander, “there can be only one”, é uma grande idiotice.
Ter o livro publicado foi ótimo, e estou certo que vai abrir mtas portas. O resultado final me surpreendeu positivamente. Além do que, é um item a menos no checklist universal de todo homem: fazer um filho, plantar uma árvore e escrever um livro.
Tá com pressa pra fazer o filho?
Nem um trisco. Até porque serão muitos, pelo menos uns 3, e preciso encontrar uma mulher à altura.
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0800: E como tá a busca pela “mulher a altura”. Namorando, casado, enrolado, liberado?
Atualmente, free as a bird.
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0800: Livre, mas não a toa. Quando não tá por trás do Papo de Homem e da mulherada, faz o que no tempo livre?
Ano passado estava numa pegada mais sex, drugs & rock n roll. Troquei parte disso por corridas no Ibirapuera e uma geladeira, antigamente cheia de etílicos, por uma geladeira cheia de etílicos mas agora com comida saudável. Não tô afim de cultivar o físico pancinha paulista workaholic. Fora isso, leio muito. Sou rato de livraria, se entro compro algo.
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0800: E quando não tá livre “as a bird”, trabalha com o que?
Então, coordeno um núcleo de social media na FSB Comunicações de São Paulo. No cartão de visitas estou como Estrategista em Mídias Sociais.
Pelo lado independente tenho um CNPJ (Porta Fria com Dispenser) abaixo do qual estão o Papo de Homem e a Social Content – que faz jobs, consultorias e veiculações de mídia ocasionais com foco em mídias sociais.
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0800: Qual foi a coisa mais esdrúxula que já te aconteceu por conta do Papo de Homem, que é um site extremamente conhecido, visitado, “referência”?
Já rolaram umas coisas bizarras. Por ex, uma bela madruga, recebo um email na caixa de contatos de uma garota desesperada. Havia um fake dela no nosso fórum, participando de discussões altamente sex related e comprometedoras. Ela me contou a história, falou que era um ex psycho maluco que estava queimando ela pela web. Ajudei ela, removi os tópicos e tal, acabamos conversando de outros assuntos não relacionados. No meio disso descubro que era uma gata, que morava na minha cidade natal (BH) e acabamos nos encontrando pessoalmente.
Assim, histórias de conhecer pessoas em contextos bizarros via formulário de contato é direto e reto.
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0800: Você ainda carrega uma aversão a conotação “blogueiro” ou isso tem mudado com o tempo?
Dois lados dessa moeda.
1. Não tenho aversão, o termo tem seu espaço.
2. Não curto ser chamado blogueiro porque o que faço está léguas além. Fiz publicidade, jornalismo, complementei com administração. Sou apaixonado pela escrita, pelo mundo digital, pelas possibilidades, pela construção de negócios. O blog foi apenas a ferramenta, o suporte para o que faço. Reduz muito, fica raso demais resumir tudo isso a “blogueiro”.
Na sua opinião, “blogueiro” não pode comportar esse currículo?
Acredito que dizem coisas diferentes. o blogueiro se dedica a blogar, o foco principal dele é esse. E o termo já puxa uma imagem de operação de um homem só, e o pior, operação amadora. Por mais que, teoricamente, possa ter currículo, e haja blogueiros e blogueiros, prefiro ter flexibilidade pra transitar nesse universo. Não posso ser hipócrita afinal. sou chamado pra várias coisas por ser “blogueiro” mas não quero ser reconhecido somente como “blogueiro”. Make sense?
Então, blogueiro significaria algo muito amplo, que pode ou não comportar um nicho específico de profissionais na área?
Blogueiro “pode” significar algo muito amplo, pra quem está no meio, quem conhece, quem se envolve. Pro Afegão médio, é um geek que tinha tempo demais nas mãos e conseguiu produzir algo que dá grana na frente do laptop. Muito raso.
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0800: Como você enxerga a blogsfera daqui, suponhamos, uns 3 a 5 anos?
Mais madura. Vai se consolidar em camadas mais claras. Quem é profissional, vai ser profsional. o profissional vai ter CNPJ, saber fazer um plano de mídia pro blog dele, ter um diretor de conteúdo, um cara de operações, saber transitar no meio das agências de RP e publicidade. Essas e mais tantas habilidades que grande parte dos plogs supostamente profissionais não possuem hoje.
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0800: Pra você, blog é…?
Uma grande ferramenta para registro e transmissão de conteúdo, com uma excelente capacidade de socialização inerente, seja entre autores, entre leitores, uma salada entre autores e leitores.
Soa banal, mas pressupõe relações de confiança, construção de novos elos, evolução do conteúdo, uma série de premissas, que, a longo prazo, tornam toda a experiência do blog extremamente cativante, seja para quem escreve, seja para quem apenas lê.








Comentar sobre o assunto em si é até covardia já que o Guilherme entende bem do que fala, mas se for pra dar ‘pitaco’ numas frases (fazendo uma leitura solta e sem vergonha, claro)
Confesso que ao ler ‘Um misto de Roberto Justus e Hugh Heffner…’ achei que o Hugh a ser citado ia ser o ‘Hugh Grant’.
Em relação a ter filhos e ele dizer que ‘preciso encontrar uma mulher à altura’ só pra lembrar que filho normalmente se faz na horizontal e nesse caso, até anão x mulherão se entendem.
Em relação a moça que ele ajudou e descobriu que ‘era uma gata, que morava na minha cidade natal (BH) e acabamos nos encontrando pessoalmente’ o que contou mesmo foi que ela ‘era uma gata’ porque se ela morasse em outro estado, talvez o encontro demorasse mais um pouquinho, mas saia do mesmo jeito
Em relação ao ‘ser o não ser blogueiro’ é o tal de ‘faz parte’. Mulher pode ser muito linda, inteligente, esperta, simpática, espirituosa, que vão sempre dizer ‘ela é super linda’ primeiro
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De resto eu vou ler a entrevista de novo que com certeza tem muito ‘toques’ que servem pra todo blogueiro.
Rapaz, acho eu, na minha humilde opinião que esta foi a melhor bloguevista ja feita, mais parece a porra de uma entrevista para algum jornal, algo muito profissional “né não meu irmão”.
Sabe como é né? O milagre da edição HUAHUAHUAH Não, brincadeira. É que o Guilherme foi um dos que levou mais a sério também. Ótimo entrevistado.
Valeu pelo comentário, casca.
Mestre, adorei essa entrevista! Não deu tempo pra falar hj enquanto conversávamos, pq o foco era outro, mas tenho de admitir que é ótima! Não posso deixar passar sem dar meus parabéns! Sempre que posso, dou uma espiada no conteúdo do 0800, vc sabe.
BJK
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Patricia Baia