10 de outubro de 2009 às 10:00

Bastardos Inglórios [Crítica]

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Era uma vez… Em uma França ocupada por nazistas.

Um dos filmes mais esperados e hypados de Quentin Tarantino. Elenco estelar, premissa interessante e trailers que simplesmente não tem como te deixar na mão. Todo mundo já sabe o que esperar de Tarantino, e acredite que dessa vez ele foi bem longe, quase tanto quanto está acostumado, mas… quase. Mesmo assim, mais uma obra de arte do grande cineasta, próximo de ser uma obra prima.

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Bastardos Inglórios conta duas histórias, nos primeiros anos da ocupação alemã na França, que se cruzam em algum momento. Shosanna Dreyfus testemunha a execução da sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa. Shosanna consegue escapar e foge para Paris, onde muda de nome e assume a identidade de uma dona de um pequeno cinema. Em outro lugar da Europa, o tenente Aldo Raine orgazina um grupo de soldados judeus americanos para colocar em prática uma vingança. Conhecido pelos alemães como os “Os Bastardos”, o grupo de Raine junta-se à atriz alemã e agente secreta Bridget Von Hammersmark em uma missão para eliminar os líderes do Terceiro Reich. E o destino junta todos no mesmo cinema, onde Shosanna tramou um plano de vingança próprio.

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Genial nem descreve. Tarantino consegue misturar música, cenas, jogadas de fotografia, áudio e humor de formas nunca antes vistas. E a velha mania de intercortar a história com pequenas narrativas sobre um ou outro personagem continua genial. Claro que não é o “anime de O-Ren” em Kill Bill, nada tão grandioso, mas com certeza são bem divertidas. Tem tudo que se espera dele em um filme. Muito humor negro, sangue, violência, história, trama, reviravoltas e o mais baixo do ser humano. Ninguém é capaz de fazer isso melhor do que ele… Ninguém!

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Já que falar de Tarantino é redundante no mínimo, comentemos as atuações. Provavelmente é o que posso dizer ter custado a meia estrela. Tudo bem que está na moda ele fazer filmes estilo trash como em Grindhouse, mas não é desculpa para péssima atuação e nesse filme temos algumas bem sofríveis, como do cineasta de O Albergue, Eli Roth, que aqui faz papel de ator como Sargento Donny Donowitz. Coitado, ele é bem melhor por trás das câmeras. Pessoalmente, ninguém foi mais engraçado e caricato que Brad Pitt, o que na verdade me agradou – ao contrário de alguns críticos – pois foi o que deu cor ao filme e aos Bastardos. Os dois grandes destaques do filme ao meu ver vão para os que, na trama pelo menos, são os dois protagonistas: Caçador de Judeus Christopher Waltz e Mélanie Laurent. Por falar nisso é linda AND fofurets. Também gostei da atuação de Daniel Brühl, de Os Edukadores, como o soldado Zoller. Realmente convenceu no papel de “pentelho”.

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Se você viu ou ouviu spoilers, os esqueça e entre de cabeça limpa no cinema. Também não se iluda pelas cenas de ação. Tem obviamente muito tiro e sangue, mas Tarantino está longe de ser um Michael Bay de ação e efeitos. Carros não vão explodir e tiroteios não vão acontecer como em Bad Boys ou Transformers. É um filme sobre guerrilha e vingança na Segunda Guerra, ao estilo “sujo”. Mesmo sendo ligeiramente diferente do que os trailers vendiam, surpreende para melhor. É muito difícil criticar uma obra “tarantinesca” porque é difícil achar momentos que não sejam brilhantes. Até mesmo nos momentos “pastelão” surpreende. Nem preciso citar os Bastardos se passando por italianos, né? Dispensa comentários do tanto que ri.

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No geral, não tem dúvida, se você não viu então não perca tempo. Bastardos Inglórios são a pedida dessa semana e de todas as outras semanas. Inclusive, se prepare para comprar o DVD e por na sua prateleira de clássicos em breve. Mal posso esperar pelos extras. Também indique os amiguinhos para irem ao cinema. Galera, enfim, é um clássico Tarantino. Talvez não o melhor de sua carreira, mas com certeza vai figurar nos top 5. VÁ,  e espalhe a palavra!!!! Wow!

Crítica