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Avatar [Crítica]

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12 anos depois…

Esse seria a frase na carreira de James Cameron se contada em um filme. 15 anos de um fantástico roteiro escrito. 12 anos desde seu último filme que quebrou recordes e ganhou Oscars. O criador de Exterminador do Futuro e Titanic volta com algo além do extraordinário, entre seus documentários subaquáticos perdidos no esquecimento, até a criação do filme Avatar.avaatar

Talvez uma obra da ficção científica que vá marcar época como a levada do público de volta aos cinemas. Seria um sacrilégio alguém piratear esse filme pois ele definitivamente não foi feito para se ver em casa, foi feito para se ver em Imax.

Talvez o primeiro filme “anti-pirataria” da história. Isso sem levar em consideração a sua própria história… Mas, vamos por partes.

Avatar conta a épica saga de Jake Sully. Ele é um ex-fuzileiro paraplégico levado para o programa Avatar por ser irmão gêmeo de um dos “pilotos de Avatares”.

O programa foi criado pela Dra. Grace Augustine como forma de contactar e encontrar uma solução diplomática entre os nativos do planeta Pandora – os Na’vi – e uma corporação que procura minerar o planeta em busca de Unobtanium, mineral que vale $20 Milhões o quilo.

A missão de Jake é ao mesmo tempo aprender a conviver com os nativos e evitar uma guerra enquanto tenta juntar informações para os militares humanos, ligando sua consciência a um corpo geneticamente criado para se misturar a população local e sobreviver no inóspito ambiente do planeta.

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Não vou perder tempo elogiando Cameron já que sei que vão ter infindáveis posts e críticas falando que ele é o melhor, de seu talento, os Oscars que ele merece, etc, etc etc. Realmente, tanto na parte técnica quanto em seu roteiro, falhas são mínimas e apenas para os implicantes.

Sobre essas pessoas tratarei mais adiante. Se acompanham todos nossos posts sobre o filme, sabem em detalhes toda a riqueza técnica e como Cameron levou o filme a um novo nível tecnológico no cinema, muito parecido com o que fez com cenários em 1997.

Muitas das coisas usadas ou foram inventadas ou incrivelmente aperfeiçoadas, mas isso vocês podem conferir quando forem assistir.

Formula batida?

Em certo momento, li de um “crítico renomado” que a fórmula da história é batida e a mesma usada por mais de século em todo tipo de jornada épica e/ou romance. Talvez sim, não haja grandes reviravoltas ou novidades, nem esperem finais que vão lhe deixar pensando quem era o assassino.

Esse não é um filme de tramas complexas, é um filme tocante, emocionante, eletrizante e todos os outros “antes”. Cameron se deu muito bem em guardar esse roteiro intocado por 15 anos. A história fala por si. Também algo que só fui entender recentemente, foi a música tema.

Tanto letra quanto ritmo só podem ser compreendidos depois de assistido o filme. I See You (Eu Vejo Você) de Leona Lewis, tem tudo para virar hit, talvez com menos intensidade de My Heart Will Go On, pelo romance ser bem menos focado na história.

As atuações, admito, ficaram bem dividas. Fosse pela maravilhosa e estupefante atuação de Zoe Saldana 100% capturada e digitalizada no papel de Neytiri, que com certeza foi a melhor de todo filme, ou pelo Coronel Quaritch 100% humano convencendo totalmente a platéia de todo seu desprezível ódio e baixeza, na pele de Stephen Lang.

Por outro lado, os protagonistas interpretados por Sam Worthington e Sigourney Weaver, respectivamente Jake Sully e Dra. Augustine, faltaram aquela expressividade e atuação mais comovente, mas nada que um toque de tecnologia e experiência não resolva ou desmereça.

Já era esperado isso. Nem mesmo as limitações de atuação de Worthington – que acredito que vá crescer muito e pode vir a ser um grande ator realmente – prejudicaram tanto assim o resultado final.

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E o enredo?

O enredo é ponto chave nesse filme. Enquanto todos se distraiam com cena após cena de deslumbramento, não notavam que estavam sendo tragados por uma hitória, que como alguns chatos gostam de colocar, pode parecer batida mas é o fundamento de todos os romances e batalhas já escritos.

No pivô de tudo isso, está a nojenta forma como o ser humano tem de tratar tudo que é sagrado, seja a natureza ou até mesmo nossas próprias vidas. Cameron aborda um assunto atualíssimo com uma técnica tão antiga quanto a própria literatura.

Entre criaturas alienígenas voadoras e máquinas de guerra gigantescas, a singela mensagem de que “estamos matando a mãe da humanidade” passa alto e claro até para os ouvidos mais incautos.

Pandora nada mais é do que uma alegoria para o nosso presente momento, em que os homens ignoram todos os avisos e teimam em destruir algo que parece singelo e frágil, mas que tem um poder inimaginável.

Conclusão:

Ainda me recuso a acreditar que estamos destruindo nosso planeta. Como George Carlin brilhantemente colocou, o planeta vai tossir e nos matar em alguns séculos, assim como expelimos um simples resfriado do nosso corpo.

O problema é como decidimos ir: graciosamente ou sendo nojentos bastardos desprezíveis? Como Parker Selfridge, interpretado muito bem por Giovanni Ribisi. Assista o filme e pondere a respeito de qual lado você gostaria de ficar.

Não é uma decisão simples. É escolher entre um corpo no qual você viveu toda sua vida ou viver um sonho em que podemos ser unos com nosso mundo e nossos semelhantes. Talvez nenhuma das duas escolhas sejam completas, mas… assistam. Prometo que fora um certo desconforto na cadeira na última meia-hora, você não vai saber que se passaram quase 3 horas. Promessa do Mestre. =]

E caso alguém esteja pensando de forma muito “esperta”: Vou baixar esse filme imediatamente e ver porque pelo que ele falou, vale a pena meu tempo. Não seja BURRO! Avatar foi feito para Imax 3D, e se você tiver muita sorte, na sua cidade vai ter um cinema só 3D para você “reduzir suas perdas” e pegar um pouquinho da experiência que Cameron planejou para nossas mentes mundanas e limitadas.

Sim, é um filme impossível de se piratear, pois não foi feito para ser visto em uma tela com menos de 10 metros de largura.

Tire o escorpião do bolso, economize a cerveja do fim de semana se necessário e corra para o cinema 3D mais próximo. Testemunhe o que provavelmente vai levar vários outros estúdios a investir em tecnologia 3D e Imax de agora em diante, para arrastar audiências aos cinemas e tirá-las de perto de seus filmes pirateados.

 

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