6 de fevereiro de 2010 às 17:11

Astro Boy [Crítica]

Muito pouca dedicação a um personagem muito adorado

Um personagem clássico. Como tanto gostaram de anunciar, um personagem que representa para o Japão o que o Mickey representa para os States, criado por Osamu Tezuka no meio do século passado. Mesmo assim não perdoaram em pecar com sua história, a mitologia e até mesmo com o bom senso cômico ao longo de uma animação que tinha tudo para ser clássica e se tornou minimamente medíocre.

Astroboy conta a história de um futuro em que a cidade de Metro City se elevou aos céus para fugir da poluição e lixo que tomou a superfície. O doutor Tenma é o chefe do Ministério da Ciênica e acaba por perder seu filho em um infeliz incidente com um de seus experimentos. Tomado pela culpa, ele cria um robô que é uma cópia perfeita de seu filho nos mínimos detalhes, mas com super habilidades. Quando este “garoto” falha em substituir seu filho, tem que procurar seu destino e seu lugar no mundo em lugares no mínimo inusitados.

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Uma premissa que até tinha alguma promessa e o próprio diretor David Bowers usa o seu restrito orçamento de pouco mais de US$ 60 Milhões – pouco para orçamentos das grandes animações Disney por exemplo – para fazer o possível. Até que em termos de direção ele tenta, mas sem um roteiro, falha miseravelmente. Talvez uma das poucas coisas que salvem nessa produção seja a atuação de um elenco estelar e muito perspicaz na dublagem original. Com Nicolas Cage, Donald Sutherland, Bill Nighy, Kristen Bell, Samuel L. Jackson, Nathan Lane e até uma participação rápida de Charlize Theron… O elenco parece ter sido a única coisa na qual não economizaram competência no filme.

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A animação falhou miseravelmente em todos os sentidos e até mesmo na bilheteria, sendo um dos maiores fracassos financeiros Hollywoodianos de 2009. Tanto hype para nada. Ele falha com as crianças pela sua enfadonha carga dramática e comédia de septuagésima categoria e peca com os adultos por ter uma história e humor que praticamente insulta suas inteligências. Talvez Hollywood imaginasse que por ser um anime de sucesso, poderiam aprontar a vontade que ninguém notaria. Ledo engano.

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Tirando o elenco e um trabalho técnico que tira leite de pedra, definitivamente não indico. A nível de curiosidade na sessão da tarde em um dia chuvoso que esteja doente em casa e a toa, pode ser. Senão…

Crítica