Arraste-me Para O Inferno [Crítica]


“SAM RAIMI IS BACK, BIIIAAATCHES!!!”
Quem é mais novo, talvez não tenha noção da verdadeira safra do terror. Onde nasceram as grandes lendas do cinema como Jason, Freddy Krueger, Michael Meyers e obviamente o grandioso Ash (obra de Raimi). Filmes de terror tensos, com sustos, que criaram o que hoje é chamado de clichê, mas que na época era terror de ponta. Esses filmes nunca se levaram a sério. A idéia do diretor era “quanto mais tripas, coisas bizarras e situações nojentas possíveis, melhor”. Não é como a geração O Chamado, ou Jogos Mortais, em que as coisas são todas sérias, realistas e cisudas. Décadas atrás, no ano de meu glorioso nascimento, também nasceu “Noite Alucinante” e com ele, a obra lendária de um produtor/diretor/roteirista que volta AGORA com força total ao gênero que o lançou ao sucesso.
Arraste-me Para O Inferno conta a história de Christine Brown (Chris Brown
Vê se pode?), uma agente de empréstimos de um banco em vias de ganhar uma promoção, com um namorado simpático e amoroso e uma vida pacata. Quando ela recusa uma extensão para uma senhora que está a ponto de perder a casa, acaba sendo amaldiçoada pela mesma. Ao consultar um vidente, ela descobre que tem apenas 3 dias para se livrar da maldição, ou será levada viva para o Inferno.
Simples assim. O grandioso Sam Raimi escreve e dirige a história que definitivamente retoma quase todos os aspectos de seus primeiros sucessos e faz uma homenagem a toda a lista de grandes “heróis” do terror acima citados. O filme é recheado por clichês, um atrás do outro. Mas para ele não são clichês, pois ELE inventou aquilo tudo. Prólogo exagerado, momentos felizes antes da desgraça, velha assustadora, estacionamento sombrio, sustos anunciados, criaturas que perseguem vagarosamente, tensão de filme de terror dos anos 80. Tudo aquilo que gerou gerações que HOJE fazem os filmes que assistimos e que vão inspirar as próximas gerações. O filme tem apenas um segredo: Não leve as coisas a sério demais.
O elenco em si é um erro de escolha atrás do outro. O gerente de banco não tem cara de chefe, é interpretado pelo franzino e esquisito David Paymer , responsável por muitas pontas. O namorado atencioso e cético é interpretado pela pessoa que menos passa segurança nesse mundo, o engraçadíssimo Justin Long , que faz pouquíssimas piadas no filme… verdadeiro desperdício. Agora o que matou foi a Alison Lohman como uma quase gerente de banco. Sério, ela vai fazer 30 anos em Setembro, mas tem cara de 17, 18. Se já assistiram Os Vigaristas, vão entender o que quero dizer. O grande acerto na escalação foi Lorna Raver , a coroa amaldiçoadora e que inferniza a vida de Chris. Ela ficou irreconhecível no papel e interpreta muito bem. Dá nojo, dá raiva, dá todos os sentimentos ruins que imaginar.
Tirando o erro da escolha do elenco, não por serem atores ruins, mas por estarem nos papéis errados, o filme é impecável. Não, não tem NADA de inovador. Não, você não vai sair do cinema se cagando de medo. Não, ele não vai revolucionar a história do cinema. Simplesmente tenho duas palavras para descrever porque AMEI esse filme: “Humor negro”. Cenas hilárias que somente Sam Raimi sabe fazer em meio a um clima tenso. Coisas como alguém procurando um bichinho para um sacrifício ou um demônio super amedrontador simplesmente dançando um tipo de polka. Coisas non sense, que misturadas a um bando de clichês clássicos, faz desse filme simplesmente divertido.
Agora, um aviso: Se você procura a próxima palavra em filmes de terror, quer voltar para casa com uma úlcera ou pretende passar medo no seu irmãozinho menor falando do filme, não vá ao cinema. Esse é um filme de terror para se DIVERTIR. Me recordo claramente da menina de um casal que não devia passar dos 17 anos, falando para o namorado: Como você me trouxe para ver essa porcaria? Eu só pensei: “amadores, pff… ¬¬”
Somente o erro de elenco custou meia estrela na nota final. Arraste-me Para O Inferno é um filme que não se leva a sério, portanto você também não deve levar, mas definitivamente você deve ver no cinema, ou senão como vai notar que está na hora de levar os sustos? Porque esse não é filme de sustos inesperados, é dos sustos anunciados, como nos velhos tempos. Como vai se divertir e rir quando as menininhas gritarem e rirem logo em seguida? Somente Sam Raimi é capaz disso. Juntar um pouquinho de tensão com bastante humor. RECOMENDADO com todas as estrelas, forças e condecorações possíveis.








Eu assisti sábado e realmente é muito divertido.
Um filme pra entreter.
Meu ingresso foi pago só na cena do estacionamento…
Muito bom
A cena do estacionamento valeu a ida, com certeza hauahuah
Entrou para a lista de filmes a assistir.
Eu perdi tempo assistindo a “Grace” no final de semana, o tal que fez gente desmaiar em Sundance esse ano. Muito barulho (ensaiado) por nada, o filme se leva a sério e é muito fake.
Filme que se leva a sério é coisa para amadores né? hauhuah
Vai ver pessoal desmaiou em Grace por conta da pressão baixa.
Fui assistir por causa do trailler. Se você quer ver um filme realmente de terror… não veja este!
O filme, na verdade, é um filme muito asqueroso, levemente tenso, com alguns sustos previsíveis e ao mesmo tempo muito engraçado e divertido!
Recomendo para quem quer rir e se distrair!
Acho que você foi ver achando que era um filme da nova era de terror que finge que passa medo, né? hauhauahua Esse não, ele não tem pretenção de assustar quem convive com tráfico, violência urbana, trânsito, gripe suína, crise econômica, pedofilia, guerras, fome, etc. etc. etc.
O mundo assusta, filme não. Sam Raimi sacou isso 30 anos atrás e agora retomou de onde parou. Filme propositalmente tosco para nos divertir, não muito diferente do que Tarantino tentou com Planeta Terror, mas muito melhor ainda.
Sou anti filme de terror… tenho medo, confesso. rs
bjs
Oooouuun, que fofurets. Deixo você segurar minha mão, núbia. Só não leva a pimpolha, que é demais pra ela hauhauahu Altas nojeirinhas.
Muito boa a crítica do filme.
Assisti o filme ontem e tmb gostei…. principalmente por ser o mais divertido filme de terror.
Na minha cidade (devia chamar isso aqui de roça) não tem cinema (snif,snif,choro igual chico bento mas lembrando que até na roça dele tem cinema),por isso vou ter que esperar o filme em DVD mas vou vê-lo com um interesse maior por ser do SAM RAIMI e pela informção adicional do MESTRE ZEN que o filme não deve ser encarado como um ”terror pra assustar” assim não crio uma expectativa errada sobre o filme que poderia fazer com que eu não gostasse dele (mas essa possibilidade ainda existe)gosto tanto do RAIMI quanto do John Carpenter e só por a direção ser assinada por eles com certeza já merece uma olhada,como não poderia deixar de ser,discordo que ASH faça parte da lista que você deu MESTRE ZEN, ele é contra-ponto se comparado a Jason, Freddy Krueger e Michael Meyers pois esses filmes não se sustentariam sem seus respectivos icones o que não acho o caso de UMA NOITE ALUCINANTE onde o mérito maior do personagem é do infelizmente esquecido BRUCE CAMPBELL.
Todos os filmes citados assim como o Noite Alucinante (Evil Dead) só se sustentam com seus personagens principais, são todos filmes de terror e todos lançaram algum ícone nas telas de cinema do gênero em meados dos anos 80… fato!
Mas, é a dica: fique de olho para um “novo” gênero de terror talvez surgindo pelas mãos de Raimi.
Quando alguem fala de SEXTA-FEIRA 13 automaticamente associamos essa menção ao morador de cristal lake com mascara de hockey e um facão tão grande quanto sua vontade de matar,assim como a hora do pesadelo nos leva a Freddy Krueger,e o halloween para Michael Meyers,mas se alguem fala sobre uma noite alucinante me custa crer que muitas pessoas (apenas um selecto grupo) lembraria de ASH ,sendo que é mais facil associarem esse nome ao personagem do jogo the king of fighter do que ao personagem da obra de RAIMI,mas como ja disse antes,posso estar errado,mas no Brasil ash não é icone nunca…mas a dica tá valendo
Na verdade, acredito que poucas pessoas lembram de Noite Alucinante em si. Ash é a figura principal do filme, o problema é que aqui não é um cult tão grande quanto nos states, por isso Raimi não é tããããõoo renomado quanto Carpenter por exemplo, que fez seu nome em cima de Michael Meyers primeiramente.
E em um ponto você tá muito certo, o problema está no público brasileiro, principalmente na distribuição brasileira que é sofrível.
Muito bom o filme, mes fez lembrar mesmo de Noite alucinante , que na epoca me deixou perplexo sem coragem de levantar para desligar o Video Cassete, lembra dele? rsss O diretor manteve seu estilo de cenas rápidas, tremidas e em primeira pessoas, mas deu um Up em todas elas, aja vista sua condição de sucesso nos dis de hoje, que lhe deu mais recursos. Em todo caso é um grande diretor, tanto em grandes como em médias produções, ja mostrou isso.
Adorei o filme, mas discordo de duas coisas que vc disse, ogostei da escolha do elenco sim, não senti falta de niguém nem tive dificuldade de acreditar nos personagens, foi uma escolha nada obvia e por isso boa, em segundo, não acho que o filme naum se leva a sério, e muito menos que nós não devemos leva-lo a sério, é um grande trabalho sim um filme de terror com um humor unico e encaixado brilhantemente no contexto. Melhor seria irmos junto do longa, nos assustando e dando gargalhadas como ele propoe e consegue. Abraços!!!
Olá, caro Mestre Zen! :-D
Menino, já fui assistir este filme com plena consciência de que ele seria trash. Não vou dizer que amo filmes trash, prefiro o terror sério (quanto mais tragédia melhor :-D), mas é claro que eu deveria dar crédito a Sam Raimi.
Pensei duas vezes em assistir porque a própria protagonista (Alison Lohman – que não sei porque me lembra a Isla Fisher, que também tem uns 30 anos com cara de “mocinha”) disse que não gosta de filmes do gênero e no começo não se sentia muito confortável em fazê-lo. Mas enfim, apesar das cenas nojentas como a do velório (écati) o filme num todo foi divertido, especialmente o final, que na minha opinião valeu o filme todo.
[]‘s
Roberta Mix
Tem filme que é o contrário do que eu vi outro dia. Eles passam despretensiosamente construindo um final apoteótico, enquanto outros se levam a sério demais e entregam um final sofrivelmente ruim. Sam Raimi é tudo menos bobo
vi o filme com duas amigas, e cara, uma dela foi no banheiro VOMITAR na cena que a velha deixar escorrer uma babinha amarela enquanto tosse.
dai em diante foram elas gritando “ai que nojo!” e eu rindo como há muito não fazia num filme.
bela resenha, mestre.
massa seu blog, já foi pro meu bookmark.
keep with the good work!