26 de julho de 2008 às 9:00

Arquivo X – Eu Quero Acreditar [Review]

Arquivo X - Eu Quero Acreditar

A verdade está de volta… ou quase.

Sempre achei Chris Carter um gênio, pelo seu trabalho em todo o decorrer da série Arquivo X. No filme ele não foi menos genial, pelo simples fato de ter deixado toda a trama em segredo de estado absoluto e vou tentar não estragar esse seu trabalho, em respeito a seu legado. Chris Carter sempre foi um contador de histórias de mão cheia, com poucos ou nenhum erro no currículo. Até agora pelo menos…

Arquivo X Primeira Temporada

Vou resumir rapidamente a história da série, pois teve 9 temporadas e muita coisa para contar. Tudo começou em 10 de setembro de 1993, com a Agente Especial Dana Scully do FBI sendo transferida pelo alto escalão do Birô Federal amerciano para “ficar de olho” em um agente no mínimo inusitado, chamado Fox Mulder. Ele tinha um escritório no porão do FBI em Washington que era apelidado de “Os Arquivos X”. Mulder sempre foi um excluído até mesmo pelos seus colegas, pois havia se especializado em investigar casos de cunho paranormal. Fanático pelo assunto desde criança, quando alega ter presenciado abdução de sua irmã por alienígenas, Mulder se tornou o maior caçador de feômenos do FBI. Scully por outro lado é uma médica, cética e calculista que basicamente se esforça para jogar a luz da “razão” e da ciência sobre tudo que enxerga.  Assim a série seguiu – investigando de lendas urbanas comuns, a grandes conspirações governamentais, monstros, cientistas loucos, fenômenos religiosos, alienígenas – por anos e anos, em meio a famosa pergunta: Será que um dia esses dois vão se beijar? Nesse meio tempo Mulder até teve algum consolo sobre o paradeiro de sua irmã e Scully chegou a ter um filho de proveta alienígena COM Mulder( :whistle: longa história, nem pergunte). Infelizmente o ator que interpretava Mulder decidiu sair da série por volta da sétima temporada e seu personagem foi substituído por outro bem menos carismático e interessante. Não durou muito tempo e a série acabou na nona temporada com um final pouco explosivo, morte de alguns personagens recorrentes, mas nada demais. Mulder teve que se refugiar por ser perseguido pelo próprio FBI e Scully desistiu de sua carreira de agente.

15 anos depois...

15 Anos depois do seu começo, a saga tenta tomar um novo fôlego com o que não parece ser um filme, mas sim um grande episódio tradicional e extremamente saudosista da série, com uma ambientação totalmente diferente. Eu particularmente empolguei ao ouvir o famoso tema da série na abertura. David Duchovny consegue pegar de onde parou, interpretando um Mulder sarcástico e de extrema fé no desconhecido. Gillian Anderson continua linda e ótima como Scully, a única diferença é que ao invés de parecer uma gostosinha ninfeta, virou uma MILF e tanto. No seu papel ela continua sendo a médica pé firme da dupla, trazendo Mulder de seus devaneios até o chão. Nesse ponto e no quesito suspense/paranormalidade nada mudou. Até mesmo alguns “velhos conhecidos” da série dão as caras e surgem algumas várias referências nostalgicas todo o tempo, que deixam os fãs com aquele sorrisinho bobo no rosto. Inclusive o nome do filme é baseado naquele clássico poster que Mulder sempre prega onde quer que estejam os Arquivos X, que tem a foto do OVNI e escrito embaixo “I Want To Believe”. Se isso não for sinal de puro saudosismo, não sei mais o que é. A relação entre Mulder e Scully ao mesmo tempo que continua a mesma, de crente/descrente, também se complicou muito. Todo esse peteco é até bom por um lado. Os atores são legais. Eu gosto de Amanda Peet e ela faz um tipo de “sucessora” de Mulder, quase uma fã de seu trabalho, enquanto o rapper Xzibit faz o agente badass, durão e descrente. Seria “quase” uma dupla substituta, se algum par conseguisse ser tão entrosado quanto Gillian Anderson e David Duchovny.

O filme se arrasta e os outros personagens se perdem...

Agora vamos a um grande problema. Como já havia sido dito anteriormente, o filme não cita a “mitologia” da série, aquela história que era levada através de episódios chave ao longo das temporadas. Portanto fica a sensação de ser um daqueles episódios “suspense da semana” que começavam e terminavam neles mesmos, sem nenhuma ramificação posterior. É óbvio que os dois tipos de episódios eram divertidos, como os dois filmes de Arquivo X também o são, mas admitamos que um episódio-suspense-da-semana não dá um filme tão empolgante quanto um filme “mitológico”. A trama se extende demais e acaba ficando cansativa em certos momentos, apesar de ter gostado das surpresas e de como as coisas foram encaixando. Resumindo, o filme poderia ter facilmente 1 hora de duração e seria MARAVILHOSO se fosse assim, mas como ficou… não sei. Como fã eu gostei pela saudade que sentia da química entre os dois protagonistas, mas provavelmente os “não-fãs” (ou como gosto de chamar: INFIÉIS!!!) não vão ver tanta diversão nesse “episódio prolongado”.

Finalmente juntos...

Se você é fã, pode e deve conferir, se tiver enjoado de assistir Cavaleiro das Trevas, claro. Se não for fã, assista com “cautela”. Mais cedo ou mais tarde assista, forme sua opinião, e como diria Garganta Profunda: “Não confie em ninguém.”

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Crítica