21 de junho de 2008 às 12:38

Agente 86 [Review]

Agente 86

O que? Você não tem um desses…? Aaahhh…

Poucos filmes realmente deixam a gente com um grande e duradouro sorriso ao sair da sala de cinema… esse é um deles. Para quem gosta de ação, esse vai ser o filme de ação mais engraçado do ano provavelmente. Já quem vai ao cinema atrás somente de boas gargalhadas, vai levar de lambuja sequências emocionantes, um pouquinho de romance e cenas de encher os olhos. Quem quer os dois vai achar esse o filme do ano provavelmente.

Agente 86 e a famosa entrada da CONTROLE

Vamos situar os para-quedistas na história. Agente 86 é uma versão moderna cinematográfica de uma série cômica muito popular na terra do Tio Bush, nos anos 60. Ela conta a história de Maxwell Smart, agente de uma organização ultra-secreta chamado C.ON.T.R.O.L.E. Sua organização rival, a K.A.O.S., está sempre tentando arranjar um jeito de, obviamente, disseminar o caos na ordem mundial. Junto a ele, uma gama de ótimos e carismáticos personagens. No filme, diferentemente da série, Max Smart – interpretado pelo genialíssimo Steve Carell – está tentando ser promovido do seu emprego burocrático de analista para agente de campo. A história toda gira em torno de sua trajetória de iniciação como agente. Nesse meio tempo, a KAOS cria um plano para distribuir ogivas nucleares aos principais e mais instáveis ditadores do mundo, enquanto simultaneamente ataca e destrói o comando da CONTROLE. Então o Chefe não tem outra alternativa a não ser promover Max a “Agente 86″. Depois disso precisa nem dizer que a confusão está formada, né?

Agente 86 e a equipe CONTROLE

Apesar de Max idolatrar o mais famoso agente de campo, Agente 23 (na pele de Dwayne “The Rock” Johnson que pode até não ser o melhor ator, mas é um dos mais carismáticos de TODOS), acaba sendo parceiro da experiente Agente 99 (Anne Hathaway, que terei o prazer de comentar exclusivamente sobre em breve). Além deles, tem também o famoso Chefe (Alan Arkin), Bruce (Masi Oka, SIM, o Hiro está no filme =D), Loyd (Nate Torrence), Agente 91 (Terry Crews) e Larabee (David Koechner). Nota especial para Bill Murray como Agente 13 e sua genial cena na “árvore”. Tem também James Caan como Presidente dos States e Terence Stamp, que dispensa comentários, como o bandidão mór da KAOS.

Agente 99 e Agente 86

Steve Carell está em uma das melhores atuações de sua vida, pelo menos que eu tenha visto até agora. E olha que no meu conceito pessoal é difícil ele bater coisas como Virgem de 40 Anos. Ele está para Max Smart como Robert Downey Jr. está para Tony Stark. Nasceu pra coisa. Ele encarna as características principais do personagem, sem fazer força. Além disso, demonstra que Max não é só um trapalhão que se safa na sorte. Ele faz o serviço muito bem feito quando é preciso. Agora, não somente eu, como 99% dos críticos ao redor do mundo que eu tive oportunidade de ler concordam em unanimidade: Anne Hathaway é perfeita. Ela finalmente conseguiu largar aquele look 100% fofurinha, para interpretar uma mulher sexy, durona, inteligente e que sabe chutar umas bundas estrangeiras =D Ela nessas cenas de vestido, tá uma “côdeloko” meu filho! Eu agora posso colocar finalmente ela como uma das top “gostosas” de hollywood, com todas as letras. Além disso ela trouxe uma interpretação toda nova para a Agente 99, que não é somente submissa ao Agente 86. Ela realmente disputa poder com o personagem principal e se dá muito bem na maioria das vezes.

jAgente 86 e seu famoso carro

Todos os outros atores estão muito bem também, além de uma direção primorosa. Em questão de comédia, ele tem muitas risadas, em um ritmo bem passado, com um humor rápido, limpo e sem muita enrrolação. Realmente lembra o estilo sit-com americano de se fazer rir. A história é legal e sempre passa aquela sensação “fofa”, por assim dizer. É muito bom que um filme sobre a série do Agente 86 tenha esses momentos “fofos”. Caracteriza e lembra os aspectos inocentes dos anos 60. Todos os elementos tradicionais estão lá para os fãs de carteirinha: o carro, o terno, o sapatofone, a abertura da série, a cabine telefônica, até mesmo o queridíssimo cachorrinho “K-nino”. Resumindo tudo? Eu acho essa a comédia nº1 do ano até o momento, pelo conjunto da obra. Assitam o mais rápido possível, riam muito, fiquem com aquela sensação de “Óoonnn” e passem vontade de ter aqueles aparelhinhos maneiros que só agentes secretos nerds da CONTROLE tem. =D

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Crítica