19 de setembro de 2009 às 18:43

A Verdade Nua e Crua [Crítica]

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Faltou um pouquinho mais de “verdade”

Não foram poucas as tentativas de recriar Harry e Sally – Feitos Um Para O Outro, mas todas sempre falham miseravelmente em sua maioria. A última a chegar mais próxima foi A Proposta, mas mesmo assim, o elenco coadjuvante robou a cena na maior parte do tempo. Agora mais uma tentativa que não poderia ter dupla melhor. O sex appeal dos dois poderia incendiar até uma igreja na Groelândia. Infelizmente com tanto potencial e boa publicidade, esqueceram da história.

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Em A Verdade Nua e Crua Abby Richter é uma solteirona produtora de um programa matutino, que tem uma séria necessidade de ser controladora. Suas concepções estão para ser mudadas por Mike Chadway, o apresentador do programa Verdade Nua e Crua, um canastrão que promete despejar suas verdades sobre os relacionamentos entre homens e mulheres. Eles fazem um acordo, se Mike conseguir que Abby conquiste o homem de sua vida, ela terá que lhe dar uma chance de fazer sucesso em seu programa. O resto é até óbvio.

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Esse foi o grande problema, um roteiro pra lá de óbvio. Assistindo o trailer você já sabia o final e não por ser spoilerento, mas porque, ora bolas… Uma controladora frenética e ultra profissional encontra um canastrão conquistador bom de boca mas de coração mole. Desde A Gata e O Rato na TV até Harry e Sally, tem de tudo que imaginar nessa mesma construção. Infelizmente nenhum sucesso atingiu o mesmo patamar mesmo. E o diretor Robert Luketic não ajuda nesse sentido. Ele não tem muito compromisso com a credibilidade da cena, mas eu dou um ponto para ele pela segunda metade do filme onde ele se redime na fotografia e a trilha sonora, apesar de repetida a exaustão e sem muita criatividade, são até divertidas. Ele fez o possível.

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O roteiro é que ferra com tudo. Algo próximo do pastelão, onde âncoras de TV fazem coisas impossíveis, cenas absurdas e piadas mais do que repetidas. Fato que várias delas funcionam, mas não fosse a simpatia dos protagonistas e seus coadjuvantes, seria desastre total. Pelos bons atores ganha 1 comenda. O resto da nota fica por conta de uma das cenas mais calientes de dança que já vi entre Gerard Butler e Katherine Heigl. SPOILER on Ah, a cena da calcinha também é show apesar de ser a mesma de sempre em tudo que é filme e série, não vou dizer mais para não entregar spoilers SPOILER off. Destaque revelação para o braço direito de Abby, atriz Bree Turner que só fez pontas em TV até pouco tempo. Ela parece promissora, pena não ter porte “gostosona protagonista”… ainda.

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Anyway, não recomendo de forma alguma para cinema, porque não tem um motivo inovador, instigante ou interessante para se assistir o filme. Vá ver Up – Altas Aventuras que ainda está em cartaz ou algo que valha cada centavo. A Verdade Nua e Crua é que serve para alugar e assistir com a namorada em um dia chuvoso, mas com cautela também, porque apesar do romance pode render uma pesada DR.

O trailer ficou ótimo, admito.

Crítica