30 de novembro de 2009 às 10:00

A Trilha [Crítica]

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Quase surpreendente

Talvez essa crítica cite muito a palavra quase, porque a produção provavelmente esteve muito próxima de um resultado magnífico. Mesmo com todo o esforço e alguns grandes prós, faltou um algo mais para que pudesse figurar no panteão das grandes produções hollywoodianas, mas ainda proporciona muita diversão e umas ‘férias” no mínimo intrigantes… E que me leva a pensar que fazer trilha em lua de mel não é uma idéia tão boa no final das contas. O.o

A Trilha acompanha um casal que sai de lua de mel para o Hawai e enquanto se depara com o perigo de uma dupla de assassinos a solta na região, se encontram também com dois casais. Dentre seus estranhos comportamentos, dois deles provavelmente são os assassinos que causam terror nas proximidades. Logo o paraíso se transforma em inferno em uma batalha pela sobrevivência.

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David Twohy foi pouco convencional por vários ângulos na direção, mas bem clichezento em alguns outros no roteiro. Sim, ele assina ambos. No quesito técnico de fotografia, trilha sonora, etc temos pouco a reclamar, já que está geralmente mudando os estilos de se canalizar a ação, suspense, flashbacks. Muito me agradou pelo menos. Sem falar que as locações foram escolhidas para retratar paraíso mesmo. Nem sou chegado a natureza tanto assim e babei com várias panorâmicas da região. Já na parte de roteiro, digamos que a história tem suas reviravoltas, mas também tem uma boa dose de previsibilidade, pelo menos para os olhos mais atentos. Claro que nesse ponto de thriler estilo velho jogo “Detetive” não tira tanto da diversão. Digamos que ele custa algumas estrelas ao filme, mas não é de todo ruim.

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Quanto a atuação, ninguém alí merece um Oscar, mas vamos admitir que acertaram na escolha do elenco no propósito de que são todos tão carismáticos – para não dizer que está recheado de gostosas e bonitões também – que até temos pena de ter que declarar dois deles assassinos em algum momento do filme. Ninguém interpreta melhor um “desajeitado” do que Steve Zahn, ou uma mocinha meiga do que Milla Jovovich (sem falar na pequena carga dramática do roteiro). Kiele Sanchez, a Niki de Lost, não só é de longe a mais gostosa, bonita e carismática, como também entrega bem o personagem. Realmente foi a grata surpresa do filme. Timothy Olyphant já provou mais de uma vez ser o perfeito safardano. Temos que dar o braço a torcer que ele tem aquela facilidade para pular entre o engraçado e o tenso em segundos, ficou divertido. Os outros novatos do casal “mala” também foram bem, mas nada excepcional e nem são tão conhecidos, o que também dá algumas deixas por si só, já no trailer. Basta dizer que o perigoso “Cleo” no filme será o futuro Deus do Trovão, Thor, o ator Chris Hemsworth.

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Sobre a história, não seria de bom grado falar muito para não dar spoilers que vão demonstrar as grandes reviravoltas no roteiro. A inspiração de Twohy, como explicada anteriormente, vem do fato de que muitas pessoas em férias se socializam excessivamente com completos estranhos e a idéia de que isso pode dar errado eventualmente realmente é assustadora se pararmos para pensar. Brincando com essa idéia, ele sai do esteriótipo, mocinha correndo 90 minutos do assassino frio sanguinário e joga naquele jogo de que “qualquer um é suspeito” e “nós sabemos quem é, mas vamos ver o que vira”. Sem falar que o teor cômico em momentos até que é bem divertido, se levarmos em consideração que Zahn e Olyphant são naturalmente engraçados.

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Resumindo, não chega nem perto de ser o filme mais tenso do ano, ou o com mais ação, ou o mais supreendente. Ok, ele não se sobressai em quase nada a não ser o belíssimo visual, mas tem sua cota de diversão. Se já tiver visto os outros filmes em cartaz, recomendo para uma aliviada no cinema naquele dia chuvoso e a toa. ;]

Crítica