A Lista – Você está livre hoje? [Review]
Deception

Pelo nome não parece, mas é um bom filme.
Em época de filmes milhonários, com atores superfaturados, super-heróis, quadrinhos, ficção, remakes, catástrofes, apocalipses e afins, um filme com uns poucos clichês, ótimos atores e uma boa premissa acaba se tornando uma boa surpresa desse fim de ano. Não chega a ser aquele filme que vai ser um marco na sua vida, mas é o suficiente pra te deixar satisfeito e descansar dos remakes e catástrofes épicas que inflacionam o cinema atualmente.
Em A Lista – Você está livre hoje? (por sinal, nomezinho desgramento hein?), Ewan McGregor interpreta Jonathan MacQuarry, um contador triste e solitário que não se diverte a mais de década. Ele encontra o advogado Wyantt Bose, interpretado pelo brilhantíssimo Hugh Jackman, que é o completo oposto: tem grana, sucesso, mulheres e é querido e descolado aonde quer que vá. Depois de se conhecerem, jogar tênis e saírem um pouco, muito rapidamente se tornam amigos e um belo dia trocam de celular acidentalmente. Nisso, Jonhathan atende seu celular e uma mulher misteriosa lhe convida para se encontrarem. Ele é então introduzido a uma Lista de pessoas muito bem sucedidas que se encontram anonimamente para fazerem sexo sem compromisso. O contador se deslumbra com a possibilidade de ter todas as noites uma mulher mais fantástica que a outra, até que encontra uma garota com a qual teria trocado olhares um dia e se afeiçoado, no pele da ubber-fofuríssima-gata-gostosa Michelle Williams. Enquanto desenrolam uma paixão proibida, Jonathan se vê em meio a uma rede de intrigas e chantagens e a vida de sua nova paixão em perigo, de formas que ele não consegue visualizar uma saída, e aí o bicho pega…
O diretor novatíssimo Marcel Langenegger fez um trabalho muito legal. Para todos os efeitos o filme foi bem construído e tem os pontos de suspense e erotismo necessários, tá de parabéns. Tudo no limite do bom gosto. O roterista não tão novado de Duro de Matar 4.0 – que também encabeçou Race to the Witch Mountain a ser lançado – Mark Bomback, apesar de um certo grau de previsibilidade, descolou uma boa premissa e por isso tem seus méritos. Quanto ao elenco, o que dizer? Fantástico! Os atores principais são ótimos e as participações mais legais ainda. Quem gosta de cinema vai brincar de “onde eu vi essa pessoa antes?” e pra quem não sabe nada, vai ter um deleite de gente bonita, mulheres gotosas e atores talentosos. O Ewan “Obi-Wan” McGregor sabe entrar no personagem e faz um perfeito geek que sabe quando usar o cérebro pra se dar bem. Michelle Williams… Ainda me lembro de sua primeira aparição mágica em Dawson’s Creek, roubando série de Katie Holmes, aquela fofuchinha adolescente com quem eu me casaria fácil, e agora é mãe do rebento de Heath Ledger. Ela volta mais magra (pena), mas nunca a vi tão linda, tão carismática e interpretando tão bem um papel. Os maiores parabéns vão para ela. A química entre ela e McGregor é tamanha que você torce perfeitamente pelos dois. Em segundo lugar vem Hugh Jackman, um verdadeiro camaleão que ainda está para escorregar em um papel. Ele interpreta o fanfarrão, mas perigoso, Wyatt. E vou te contar, ele não precisa das garras do Wolverine para meter medo em ninguém. Melhor ator, com certeza.
No hall de gostosas fazendo participações especiais… A mulher nº 1 da lista de McGregor é ninguém menos que a gostosíssima Natasha Henstridge, de A Experiência e muitos outros filmes. Ela “mostra” mais que o de costume em uma cena bastante quente, diga-se de passagem. Entre as outras destaco a ubber cocotinha Maggie Q. Sim, é a japinha gostosa de Duro de Matar 4.0 que bate horrores no Bruce Willis. Será que ela tem rolo com o roteirista ?
E entre as diversas outras está Rachael Taylor. Não lembra do nome? Mas vai lembrar da cientista MAGAVILHOSA que tenta salvar o mundo e por pouco não rouba a cena de Megan Fox em Transformers. Ela está mais cheinha (e gostosa) e quase irreconhecível em uma aparição de segundos. Será que tá passando dificuldades para arranjar papéis?
Até a tiazona da Charlotte Rampling tá uma bela GILF nesse filme.
Sobre a premissa do filme, imagine comigo: Pense em um clube da luta. Pensou? Agora imagine que não são só homens, mas homens e mulheres gostosas. Certo? Agora pense que ao invés de lutar, eles transam. Imaginou??? Éééééé, amiguinhos. É assim tão bom. A idéia de um “clube” desses provavelmente já pode ser realidade e estar acontecendo por aí. O roteiro só torna tudo isso mais real.
Apesar dos furos e da previsibilidade do final no decorrer do filme, não se descarta esse como um bom thriller com um romance bacana. Em época de orçamentos obscenos de tamanha grandiosidade, um filme com um pouquinho de suspense, sensualidade e menos correria é tudo que precisamos para relaxar, curtir e nos prepararmos para as fortes emoções dos próximos verões americanos. Então se você vai ao cinema só para ver coisas explodindo e sangue jorrando, não é uma boa esse filme. Em contrapartida, se gosta de uma história cativante com ótimos atores, então eu recomendo dar um pulinho no cinema com a namorada, gostosinha X qualquer ou mesmo com os amigos para comentar as cenas picantes depois (mesmo que curtas) e discutirem a trama. Escolhi excepcionalmente o poster “internacional” ao invés do original exatamente porque as cenas do poster já valem o ingresso
ZeroOitocentos vê “A Lista…” como uma boa surpresa dessas férias.
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Eu gosto desses suspenses lentos, com jeitão de drama. Gostei bastante, até chegar ao final. Esse tipo de final me irrita!
Gostei da maior parte… finalzinho mais picareta hein…