4 de julho de 2009 às 13:25

A Era do Gelo 3 [Crítica]

Ice Age: Dawn of the Dinossaurs

Era do Gelo 3

Vida de casado é difííííícil…

Faz muito tempo que a raposa, 20th Century Fox, inovou na animação quebrando o monopólio Disney/Pixar/Dreamworks com uma história muito inusitada de um mamute, uma preguiça e um tigre dentes-de-sabre que tinham que se manter unidos para sobreviver AND devolver uma criança humana a sua família. A animação chamou atenção por 3 motivos, o primeiro citado acima, o segundo sendo um brazuca participando como co-diretor e terceiro por abordar o embate entre solteiros e família de forma diferente. Isso se seguiu pelo segundo filme e agora volta com ainda mais força, com a dição do 3D e com uma historinha que apesar de simples e divertida, poderia ter facilmente 1 hora de duração.

Em A Era do Gelo 3, Many e Ellie estão juntos e aguardando um bebê, Diego está em crise com sua idade e sedentarismo e Sid preocupado que o seu grupo de amigos se desfaça. Sid então “rouba” alguns ovos para tentar criar sua própria família para depois descobrir que pertencem a um T-Rex e acaba sendo levado junto com os filhotes para um mundo subterrâneo. Toda o grupo vai ao seu resgate, onde conhecem Buck, uma doninha metida a Rambo que caça dinossauros gigantes. Eles vão ter que passar por vários perigos, enfrentar dinossauros e plantas carnívoras, para resgatar seu amigo e tentar voltar a superfície.

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Apesar do roteiro não ser assim dos melhores que já vi na vida, especialmente se comparando com os outros da série, ele ainda tem vários pontos engraçados e o diretor brasileiro Carlos Saldanha tirou leite de pedra nessa produção. O 3D sempre dá aquela sensação de espetáculo visual, mas eu tenho que admitir que foi pouco aproveitada. Com algumas 3 ou 4 cenas, sendo 2 delas uma fantástica sequência em primeira pessoa com muita velocidade, o filme poderia explorar mais esse recurso como foi feito em outras animações como Monstros Vs. Alienígenas, por exemplo. Os dubladores gringos ficaram no meio a meio. Diogo Vilela está longe de ser o melhor Many, especialmente se comparado ao dublador original gringo, Ray Romano. O velho Ray de Everybody Loves Raymond soa como um grande mamute, com aquela voz anasalada e arrastada. Mesma coisa para Claudia Gimenez no lugar de Queen Latifah como Ellie, apesar de Gimenez ter se saído um pouco melhor que Diogo Vilela por exmeplo. Aliás, toda a dublagem brasileira pecou se comparada a original gringa, o que não é assim tão comum já que o Brasil tem alguns dos melhores dubladores.

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Agora, em questão de construção de personagens, realmente eles são ótimos. Destaque especial para a doninha Buck, que apesar de várias coisas um pouco clichê, sua loucura rendeu boas risadas. Infelizmente boa parte das coisas mais engraçadas se perderam totalmente na tradução. Outro grande destaque está para Scratté, a esquilinha pela qual Scratch se apaixona e passa o filme disputando a sua valiosa noz. A animação como um todo não é muito completa, mas talvez seja melhor ainda no inglês (para quem entende). Fica naquela, o ponto mais forte no cinema é o 3D, mas perde muito na tradução e dublagem. O ponto mais forte futuramente no DVD será a dublagem original, mas perde no 3D e limita muito a diversão para as crianças. Mesmo assim, pelo meu amor aos personagens, algumas risadas e o 3D – que AINDA é novidade, mas não por muito tempo – merece uma nota mediana.

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No geral, é uma ótima diversão para as crianças, que pelo que pude notar na sala de cinema se divertiram horrores. Os personagens são carismáticos e isso para as crianças é 80%. Para os adultos enjoados como eu, ficou faltando algo. Melhor sorte da próxima vez. De resto, eu recomendo se você tiver uns bacuris para levar ao cinema, senão, espera o DVD e divirta-se em casa em um dia muito ocioso.

Crítica