A Era do Gelo 3 [Crítica]
Ice Age: Dawn of the Dinossaurs


Vida de casado é difííííícil…
Faz muito tempo que a raposa, 20th Century Fox, inovou na animação quebrando o monopólio Disney/Pixar/Dreamworks com uma história muito inusitada de um mamute, uma preguiça e um tigre dentes-de-sabre que tinham que se manter unidos para sobreviver AND devolver uma criança humana a sua família. A animação chamou atenção por 3 motivos, o primeiro citado acima, o segundo sendo um brazuca participando como co-diretor e terceiro por abordar o embate entre solteiros e família de forma diferente. Isso se seguiu pelo segundo filme e agora volta com ainda mais força, com a dição do 3D e com uma historinha que apesar de simples e divertida, poderia ter facilmente 1 hora de duração.
Em A Era do Gelo 3, Many e Ellie estão juntos e aguardando um bebê, Diego está em crise com sua idade e sedentarismo e Sid preocupado que o seu grupo de amigos se desfaça. Sid então “rouba” alguns ovos para tentar criar sua própria família para depois descobrir que pertencem a um T-Rex e acaba sendo levado junto com os filhotes para um mundo subterrâneo. Toda o grupo vai ao seu resgate, onde conhecem Buck, uma doninha metida a Rambo que caça dinossauros gigantes. Eles vão ter que passar por vários perigos, enfrentar dinossauros e plantas carnívoras, para resgatar seu amigo e tentar voltar a superfície.
Apesar do roteiro não ser assim dos melhores que já vi na vida, especialmente se comparando com os outros da série, ele ainda tem vários pontos engraçados e o diretor brasileiro Carlos Saldanha tirou leite de pedra nessa produção. O 3D sempre dá aquela sensação de espetáculo visual, mas eu tenho que admitir que foi pouco aproveitada. Com algumas 3 ou 4 cenas, sendo 2 delas uma fantástica sequência em primeira pessoa com muita velocidade, o filme poderia explorar mais esse recurso como foi feito em outras animações como Monstros Vs. Alienígenas, por exemplo. Os dubladores gringos ficaram no meio a meio. Diogo Vilela está longe de ser o melhor Many, especialmente se comparado ao dublador original gringo, Ray Romano. O velho Ray de Everybody Loves Raymond soa como um grande mamute, com aquela voz anasalada e arrastada. Mesma coisa para Claudia Gimenez no lugar de Queen Latifah como Ellie, apesar de Gimenez ter se saído um pouco melhor que Diogo Vilela por exmeplo. Aliás, toda a dublagem brasileira pecou se comparada a original gringa, o que não é assim tão comum já que o Brasil tem alguns dos melhores dubladores.
Agora, em questão de construção de personagens, realmente eles são ótimos. Destaque especial para a doninha Buck, que apesar de várias coisas um pouco clichê, sua loucura rendeu boas risadas. Infelizmente boa parte das coisas mais engraçadas se perderam totalmente na tradução. Outro grande destaque está para Scratté, a esquilinha pela qual Scratch se apaixona e passa o filme disputando a sua valiosa noz. A animação como um todo não é muito completa, mas talvez seja melhor ainda no inglês (para quem entende). Fica naquela, o ponto mais forte no cinema é o 3D, mas perde muito na tradução e dublagem. O ponto mais forte futuramente no DVD será a dublagem original, mas perde no 3D e limita muito a diversão para as crianças. Mesmo assim, pelo meu amor aos personagens, algumas risadas e o 3D – que AINDA é novidade, mas não por muito tempo – merece uma nota mediana.
No geral, é uma ótima diversão para as crianças, que pelo que pude notar na sala de cinema se divertiram horrores. Os personagens são carismáticos e isso para as crianças é 80%. Para os adultos enjoados como eu, ficou faltando algo. Melhor sorte da próxima vez. De resto, eu recomendo se você tiver uns bacuris para levar ao cinema, senão, espera o DVD e divirta-se em casa em um dia muito ocioso.








De certa forma, discordo um pouco de você. Talvez a premissa deste seja um pouco mais complexa que as dos demais. O primeiro, um grupo que se junta para levar um bebê a família e o segundo o mesmo grupo fugindo do degelo. Neste, temos 3 sub-tramas distintas para o grupo e, certamente, todas desenvolvem ainda mais os personagens. Tbm discordo da sua opinião quanto à dublagem brasileira. Assisti os demais em DVD na dublagem original e confesso ter ficado frustrado. Creio que Diogo Vilela e até o Márcio Garcia não devem em nada para os dubladores originais. E Tadeu Melo é muito melhor do que o original de Sid. Parece até que o personagem foi feito para ele.
Creio que partir do clichê não é um demérito em si, mas terminar no clichê sim. E Saldanha teve coragem para não inserir o ótimo Buck no elenco permanente, como era de se esperar.
Enfim, para mim o melhor de todos os três, sem dúvidas. As gags são originais e muito bem elaboradas, o roteiro, se não é o mais complexo do mundo, é muito bem amarrado e a direção está muito competente. Um espetáculo completo, mesmo sem o 3D, como é o caso aqui no interior.
Há braços
Paulo Montanaro
Pensando Imagem e Som
Apesar de que eu adoraria dar os créditos das atitudes de Buck ao Saldanha, foi tudo obra de quatro roteiristas muito talentosos, um deles inclusive dos Simpsons (daí a explicação das tramas e sub-tramas, clássico dos personagens de Springfield). Discordo do quesito dublagem, com excessão de Sid, onde realmente Tadeu Melo supera John Leguizano, dou o braço a torcer nessa.
Valeu pelo comentário, um dos melhores as minhas críticas até hoje.
Acho q meu comentario ficou perdido na mudanca de servidor…
Desta vez vou resumir: Vale a pena. É bem divertido, nao sei se vi de mais, mas acredito ter visto um numero maior de cenas 3d. Na minha opniao, é o melhor dos 3.
Lado ruim: Mto caro! Precos diferenciados para filmes 3d. Aqui em Brasilia, o ingresso saiu por R$21 a inteira.
Ele é TOOD 3D, mas só destacam poucas cenas bem utilizadas. E realmente o preço atrapalha um pouquinho, mas por aqui a única diferença é que todas as sessões 3D tem preço de fim de semana, nem chega a ser muito diferente.O cinema no Brasil, e principalmente Centro-Oeste, que anda muito caro.
Como eu já comentei minutos atrás em outra crítica: Não gostei.
Mesmo sendo 3D, achei morno demais.
Um amigo me disse que nunca riu tanto. Então imagine minha expectativa, hehehehe.
Eu diria que é digno de uma boa “Sessão da Tarde”. =P
Se bem me lembro do filme, ele tem suas risadas, tem seu mérito, mas longe da glória dos outros. Pensando bem, na nota que dei, lembrando daquele tempo e vendo as outras animações do ano, baixaria a nota com certeza.