14 de novembro de 2009 às 11:00

2012 [Crítica]

2012

Independence Day Maia… Maior, melhor e sem cortes.

Todo mundo já sabe o que ele vai fazer, como vai fazer e porque vai fazer. O que Roland Emmerich foi só elevar seu jogo a outro nível. Ao invés de tentar salvar o mundo, ele levou a outro patamar… salvar a espécie. Com certeza, com muito estilo, efeitos magníficos e nenhum compromisso com a realidade, mas convenhamos que estamos falando de um filme Hollywoodiano.

Em 2012, um pai de família tenta salvar seus entes queridos enquanto o mundo é praticamente destruído devido a um alinhamento interplanetário.

hr_2012_7

Sim, é simples assim. Roland Emmerich não é o tipo de cara inventivo. Ele achou a fórmula do sucesso e está usando novamente. Dessa vez em nível global, não tem como esconder o burburinho do cinema nos momentos cômicos, na ação que remete a vergonha alheia ou até mesmo nas caras de espanto ao verem o Cristo Redentor sendo demolido. Ele sabe atingir a platéia de alguma forma e isso deve ser reconhecido. O visual impressiona, sem sombra de dúvida e essa sempre foi a marca registrada. Se em Independence Day ele espantou pelo tamanho, agora ele espanta pelo realismo gráfico – como já havia comentando em um post sobre um clip do filme.

hr_2012_26

Na atuação, um elenco fodaximamente grande e renomado, mas que obviamente não está afim de concorrer ao nenhum Oscar. John Cusack, Danny Glover, Thandie Newton, Amanda Peet, Oliver Platt, Woody Harrelson, George Segal e Chiwetel Ejiofor. Este último sempre entregando mais do que a encomenda e responsável talvez pelo único momento tocante do filme. Também não se pode esperar muito dos atores com um roteiro desses, que na maior parte do tempo poderia ter o pessoal todo substituído por personagens em CGI. Eles fizeram um trabalho esplêndido na medida do possível.

hr_2012_22

Não me levem a mal, eu não dei essa nota a toa. O roteiro não tem nenhum compromisso com a realidade. Também, o que se pode esperar de uma história onde um alinhamento planetário aciona o botão de auto-destruição do planeta e tudo vai pelos ares em poucas horas? Eles não tem nenhum compromisso com nenhuma lei da física conhecida. O lance é ver as coisas se explodirem e quanto mais gente morrer,melhor. Ninguém está imune a destruição e nenhum outro diretor é tão bom nessa área quanto Emmerich. Você pode literalmente ver o povo se contorcer na cadeira com cenas de ação e isso não é comum hoje em dia. É um espetáculo visual de proporções bíblicas. Quando você vai poder ver o Vaticano, Los Angeles, Casa Branca, Las Vegas, Havaí, Cristo Redentor, Himalaia, entre tantos outros marcos mundiais, indo para as cucuias?

lasvegas_2012_decimated

Eu já imagino o que críticos e até parte do público pode dizer. Assim como meteram pau em Independence Day na época, muito tempo depois o filme virou referência como pastelão ficção-científica de alienígenas e gostando ou não, entrou para a história como um filme em que Will Smith dá uma surra em um alien e eles infectam tecnologia alienígena com vírus barato de computador, mas… Marcou uma era, inevitavelmente. Acredito que 2012 venha com o mesmo intuito, de ser o filme mais visualmente deslumbrante dos últimos meses.  A história? História para que? Compre seu ingresso, sua pipoca, ria, divirta-se, passe vergonha, torça pelo mocinho e seja feliz.

Trailer

Clip que vale a pena ser visto

Crítica