007 – Quantum of Solace [Review]

Quase um Cassino Royale…
O primeiro desse reboot 007 marcou uma era para James Bond. Com um agente secreto mais bruto, cruel, de agilidade tanto nas ações quanto na trama, encantou tanto pela habilidade quanto pela sua capacidade de demonstrar sentimentos. Mesmo assim, a sequência direta de Casino Royale teve praticamente todos os elementos do primeiro, mas pareceu faltar algo… Talvez uma trama emocionalmente um pouquinho mais intensa.
Em Quantum of Solace, James Bond já começa rastreando os responsáveis pela morte de Vesper Lynd, tentando não deixar transparecer sua tentativa de vingança para seus superiores. Enquanto vai investigando, descobre uma organização secreta infiltrada nos mais altos escalões do poder mundial. Em seu trajeto de vingança, acaba conhecendo Camille, uma mulher em busca também de vingança por alguém que amava. Juntos vão descobrindo uma conspiração internacional e através de um homem chamado Dominic Greene e algo chamado Quantum of Solace.
As cenas de ação estão fantásticas, com ainda mais velocidade e verossimilidade. Claro que sem desprezar os famosos “exageros” da série. Daniel Craig é o ótimo Bond de sempre. Apesar de Olga Kurylenko ser uma boa bond girl, talvez tenha faltado algo alí. Um carisma? Sem poder precisar ao certo, a gostosura da ucraniana fica bem visíviel. A ponta de Giancarlo Giannini é como sempre fascinante e Judi Dench parece ter nascido para ser versão feminina do famoso M realmente. Minha maior revolta foi na possível troca, já que a super gostosa Gemma Arterton seria muito mais indicada para o papel de bond girl ao invés de mera coadjuvante rápida, apesar de não encaixar no perfil da personagem vingativa e latina, óbvio.
O diretor Marc Forster está ótimo no seu trabalho e parece que nada está fora do lugar. Talvez o roteiro estivesse um pouco fora dos padrões. Por algum motivo, “Quantum” me pareceu apenas a abertura de uma sequência de filmes muito mais grandiosa. Como se fosse a pontinha de um iceberg que não podemos vislumbrar ainda. Se for esse o caso, a franquia pode prometer muito. Os personagens estão cada vez mais humanos. Os carros, armas, e coisas “Bondianas” ainda estão bem presentes e caracterizam o filme muito bem.
Detalhe especial para o começo do filme. A música tão divulgada de Alicia Keys e Jack White abre o filme de forma apoteótica. Definitivamente os comentários que li no exterior sobre a abertura não foram exagerados. Assim como é um tributo aos filmes anteriores, passa a ser totalmente diferente, pela música. Another Way to Die é legal ouvida sozinha, mas tem outro impacto com esse começo de filme. Ficou bonito. A fotografia do estava fantástica. As locações deslumbraram. As cenas iniciais na Itália não deixaram barato. Perseguições e mais perseguições frenéticas de deixar você bem preso a poltrona. Isso que é “ação Bond” de primeira. Mas não consegue salvar a bond girl desperdiçada ou a agente Strawberry Fields mais desperdiçada ainda em sua “ponta”. Nenhuma delas ganhou um papel “Vesper Lynd”.
Apesar de não superar “Cassino”, é um filme realmente feito para o cinema. Com áudio, vídeo e sentimentos próprios da tela grande, Quantum of Solace merece o respeito de ser o vigésimo segundo da maior franquia de filmes da história. Para os fãs uma surpresinha clássica entre o final do filme e os créditos (ANTES dos créditos, não precisa ficar esperando até o final, vocês vão entender quanto assistirem). Vá ao cinema e confira assim que puder pois tem muitas gostosas para os moços, Daniel Craig para as moças, ação e muitos “sentimentos” diversos envolvidos nessa trama.
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nunca assisti 1 007 !
por favor não me condenem
@duda lima.: Só não te esculacho por dois motivos… 1 – você é mulher, e existem algumas que nunca viram, apesar de que o Daniel Craig tem mudado isso hehehe 2 – Ainda está em tempo
bem, eu já havia visto algum outro 007, mas com o Pierce Brosnan, que é fantástico. Eu entendo que a atuação das pessoas variam, mas acho que sinto muita falta daquele ar de superior,galã e que tem as coisas no seu controle. Outra coisa que acho que ficou meio ‘estranho’, foram as batidas(nas janelas,paredes,muros,etc) iniciais, acho que por ser 007 ele merecia pular de um lugar a outro se machucando muito pouco. Bem, acho que é só. Não sei se é válido mas eu senti falta de um outro estilo 007 . . .
@lola: Acho que a moda do herói superior, perfeitinho e etc. tá caindo de moda. Por isso a preferência por Batman ao invés de Super-homem hoje em dia. Os heróis estão mais humanos, mais mundanos, mais fáceis de se identificar. Agora sempre vai ter quem goste do outro estilo, mais anos 80/90.
hahaha³, é, eu prefiro o Super-homem, de fato. ;P
É, pode ser (: